terça-feira, 17 de março de 2009

As fotos do Blog

Por estas bandas há que ter cuidado com o que escrevo, posso estar a ser lida, assim espero, por meio mundo. Mas quem me conhece deve estar um pouco assustada, pois "bujardar" é o meu forte.
Neste momento é o que me apetece, acreditem.

Para quem não percebe nada de informática, criar um blog é uma grande empreitada.
As fotos, eu bem quero cá pô-las mas não há meio.

Tirar as fotografias já carece de ciência, agora passa-las para esta coisa que tenho na frente,ui ui.
Pegas no cabo ligas uma ponta na máquina a outra na porta USB, esperas, depois ...já não me lembro! depois clicas e pões na pasta, depois gravas depois ...depois etc etc.
Espera lá! tu não podes passar as fotografias para o blog, pois são muito pesadas, tens que trabalha-las no photoshop depois é que podes colocar no blog.

Acreditem já disse um monte de asneiras e das grossas.

Isto é muita areia para a minha camioneta. Despejam informação à velocidade da luz , eu ando a passo de caracol e... já vou em excesso de velocidade,.
Se a minha aprendizagem se processasse como a deles em relação às lides domésticas, vocês nunca teriam blog, muito menos fotografias a ilustra-lo, a sorte é que aprendo depressa,he!he!

A aula foi interrompida para jantar e tomar café, aguardo a vinda do professor, sem ele não há fotos.

Não desistam. Elas estão a chegar, isto, se eu não queimar os circuitos antes.

domingo, 15 de março de 2009

Retrosaria Olhanense


Depois de correr as poucas retrosarias de Faro e não ter conseguido comprar 5cm de galão de algodão bordado, resolvi dar um salto a Olhão na esperança do séc XXI ainda não ter lá chegado.

Que saudades vou ter da Casa Cristina.

Enganei-me. Afinal só restam duas, numa só modernices nada que me interessasse, na outra uma aventura.

Seguidas as coordenadas obtidas numa loja da baixa, lá cheguei. Uma segunda feira de Carnaval quatro da tarde e a porta fechada, grande desilusão, já estava pronta a "basar" quando chegou uma senhora com cara de que aquele lugar não lhe pertencia, com esforço lá abriu a porta e perguntei se tinha galões.
- Na tenhe!
-Galões... aquelas fitinhas bordadas com patinhos, flores, que antigamente se punham nos bibes e decoravam os vestidos das meninas, insisti.
-Na tenhe!
de repente atrás dela vislumbrei uma ponta de uma fita de seda e apontei.
-Tá a ver aquela fita ali? o que quero é mais ou menos isso, só que bordado, daqueles velhos, à antiga, a Sra. deve ter disso com fartura lá para dentro, nalguma caixa velha...
-Na... eu na tenhe nada diss...
Não me dando por vencida e marafada como sou, entro na contra loja e entre caixas disto e caixas daquilo, lá estavam eles. Agarrei na caixa pu-la em cima do balcão e comecei a escolha, nisto chega o marido, o operacional da "coisa", que entre a venda de 250gr de café ( sim leram bem) e umas meias de rede, lá ia cortando os metros de galão que eu ia escolhendo.

Nesta loja há, desde linhas de coser a linhas de bordar, de linhas de crochet a lãs para tricotar, molas e colchetes, gilletes para a barba e pensos rápidos, tecidos e botões, meias e cuecas e ....café do bom! querem melhor?
Só faltou o dono da loja me servir uma bica e as compras teriam terminado em beleza.

Enfim! uma loja à maneira, daquelas que me causam brotoeja. Em 3 tempos transformava aquilo num Centro Comercial.

Feedback

Upi! já tenho comentários.
Isto está a ser muita fixe!!!
A propósito, também já estou no Facebook, he!he!
Ninguém me Pára.

Depois de uma semana em Almada, o regresso deixou-me de rastos.
Estou estafada!
Casa para aspirar, roupa para lavar e passar, a tralha que trouxe para organizar, flores para regar.
Gajos do caraças!!! deixam-me sempre morrer o jardim. Sim!!!! leram bem, o jardim. Que pensam vocês? lá por morar numa casca de noz cá em casa há de tudo como na farmácia até jardim. Quando as fotos começarem a surgir vão ver se não falo verdade.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Os trilhos da Ana

O último ano foi passado a ler e a reencaminhar emails, a pesquisar blogs, principalmente os ligados aos lavores, ups!!!!! crafts, hand made, etc.

No meu cantinho à beira mar plantado, naveguei de Faro a Lisboa de Estocolmo a Sidney, de Paris a Hong Kong .... descobri um mundo novo onde a criatividade não tem limites e...
tornei-me uma Blog adicted.

À medida que as minhas costuras iam dando frutos e o meu entusiasmo p'lo mundo dos blogs era cada vez mais motivo de conversa, o T. começou a falar em criar-me um blog, para mostrar as minhas habilidades com a agulha. Não sei se viu nisso uma oportunidade de pedir um aumento da mesada se estava mesmo empenhado em dar a conhecer ao mundo as obras da mãe.
Achei a ideia interessante e começámos a trabalhar no assunto.

Acreditem, não é fácil, principalmente para quem não percebe nada disto como eu. A primeira grande dificuldade foi escolher o nome, como a ideia surgiu a partir do interesse crescente pelas linhas e trapos, "Entre linhas", "Entre as minhas linhas", "Os trapos da Ana", "Agulha marafada", tiveram grandes hipóteses contudo estes nomes não me enchiam as medidas, não me apetecia ver o nome do Blog colado às linhas e trapos.
A "piquena" é muito versátil, agora anda a fazer sacos, malas e bonecada, mas amanhã agarra de novo nas telas e nos pincéis , outro dia fará a decoração floral de um qualquer casamento, ou ainda é bem capaz de desenhar a mobília do quarto de uma qualquer Margarida, e vai querer falar sobre o assunto.

Assim nasceram "Os Trilhos da Ana"

Mas isto de criar um Blog tem mais que se lhe diga, há que escolher uma foto para colocar no rosto da página, acabei por escolher um excerto de um acrílico sobre tela que a Isabel L. diz ser a minha melhor pintura, também tem que se escolher o tipo de letra, aqui... ui,ui, entram as Regulares e as Bold, as Condensadas e as Light as que têm Serifas e as sem Serifas, etc.

Afinal o dinheiro não está a ser mal gasto, ela percebe e sabe mesmo disto.

Estava eu muito concentrada na escolha das letras e das cores, quando olho paro o monitor do mac da R. e o que vejo?.... uma cor diferente letras diferentes, o que raio se passa?
Corro ao quarto do T. que trabalhava no blog, ups!!!! outra imagem diferente.

Oh mãe!.... este é o drama com que todos os web designers e designers gráficos se debatem todos os dias.

Fiquei a saber que cada monitor faz uma leitura diferente, acho que devem ser aquelas coisas os pixeis será? Pragmática como às vezes consigo ser, dei logo por encerrada a sessão e decidi que assim estava bom.

Como já constataram texto já consigo colocar agora falta aprender a colocar as imagens. Quanto a isso já fiz um investimento de monta, comprei a máq. digital ao T. (o moço fez um preço jeitoso) isto porque quero ter a certeza de que a tenho quando dela precisar. É MINHA

Mais tarde aparecerão os links, aquelas palavras de cor diferente que aparecem nos textos e que ao clicar nos levam para outro sítio.

He!He! isto vai ser giro.

Tias da ilha Santa Maria (mais conhecida por praia de Faro), ou vocês aprendem este vocabulário ou vão ter de arranjar tradutor para me entenderem durante a época balnear.

quinta-feira, 12 de março de 2009

As mãos das fadas

Não sei se por ter nascido nos anos 60 sempre resisti a aprender os "Lavores Femininos".
Contudo e olhando para trás vejo que sempre vivi rodeada de grandes e excelentes crafters.

A tia Cândida, que costurou todo o guarda roupa feminino da família.

A tia Bia, que fazia fabulosas pegas em patchwork com os restos dos tecidos das saias das blusas dos vestidos e dos casacos, com os mesmos fazia rolos enormes de trapilho que levava ao tear donde saíam as mantas que no inverno nos protegiam do frio.

A avó Raquel que apanhando malhas de meias e crochetando em linha Âncora e Coração, babetes e botinhas, naperons e colchas, roseta atrás de roseta contribuía para o orçamento familiar.

A minha mãe, que apesar de ser empregada de escritório, bordava divinamente, tricotava como poucas e dada a escassez de costureiras até parte do seu guarda roupa costurava.

Apesar de não gostar de costurar e achar que não tinha jeito nenhum para esta arte, a máquina de costura sempre teve lugar cá em casa, a sogra não quis que à falta de vontade se juntasse a falta de material.

Hoje é a minha companheira das madrugadas e dela sairão as criações que em breve irão aparecer por aqui.