quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Horta Urbana


As hortas urbanas estão na moda, há quem plante nas varandas nos terraços nos jardins,eu própria tenho pequenos vasos com ervas de cheiro agora como esta ainda não vi nenhuma.
Haverá uma horta mais urbana que esta plantada num 2º andar?
Nos dias de grande ventania estou sempre à espera de ver algum dos carros que habitualmente estacionam 2 andares a baixo, virarem sopa.

domingo, 12 de dezembro de 2010

As receitas da tia Lena

Quando pedi à tia Maria Helena a receita das suas maravilhosas bolachas, a ideia era fazê-las para encher alguns dos meus taleigos e oferecer como presente de Natal. É evidente que também ficariam algumas cá por casa, o que não estava à espera é que, poucas horas depois de saírem do forno só existissem migalhas.
São de facto deliciosas, entre o post anterior e este, fiz duas fornadas uma de bolachas alemãs e outra de areias, não as fotografei logo, fiquei sem post. As bolachas desapareceram tão rápido quanto o Pai Natal sobe e desce as nossas chaminés.
Desta vez, avisei que tinham que me deixar fotografar antes de as acabarem, foi difícil mas consegui.




Esta são as "bolachas alemãs" e a receita é a seguinte: 300gr de farinha; 200 gr de manteiga; 100gr de açúcar; 2 colheres de chá de fermento em pó Royal; 1 gema de ovo ; amêndoa picada.

Amassa-se tudo muito bem, estende-se com o rolo e cortam-se em bolachas ( fi-lo com um cálice) , depois de cortadas pincela-se com o ovo e salpicam-se com a amêndoa, vai a cozer ao forno ( não ponho temperatura e tempo pois varia conforme o forno).



Estes são os "palitos de cerveja" são deliciosos e eis a receita: 500gr de farinha; 250gr manteiga; 1 copo de cerveja.

Amassas-se tudo muito bem de seguida estende-se com o rolo e cortam-se tiras de massa (estas cortei-as com cerca de 10cm de comprimento por 2cm de largura), passa-se as tiras de massa pelo açúcar e torcem-se antes de as colocar no tabuleiro que as levará ao forno.

Gostava muito de fazer estas bolachas usando cortadores próprios e com formas, as únicas que tenho são muito grandes e em Faro e Loulé não encontrei cortadores de bolachas. Vivo numa capital de província onde encontrar alguns artigos não é fácil as pessoas desabituaram-se de fazer "coisas" e os artigos deixam de se vender, desta vez foram os cortadores de bolachas mas com fitas, galões e tecidos,etc, é a mesma coisa, fico triste por ter de fazer 300km para comprar coisas tão elementares.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Luas de noz


A receita chamava-lhes gomos de laranja, mas como de laranja não têm vestígios, resolvi rebaptiza-las e assim nasceram as luas de noz.

Quando há uns anos fui passar a passagem de ano a casa da tia Lena na Madeira tinha à minha espera uma enorme de variedades de bolachinhas, cada uma mais deliciosa do que a outra, para além do sabor fantástico o que mais me surpreendeu foi o tamanho, eram todas muito pequeninas.

Na altura fiquei a saber que apresentar nos lanches o maior nº possível destas iguarias revelaria o quão prendada era a anfitriã, e pela quantidade apresentada naquele ano a tia Lena ganhou a parada. Eram tantas e tão boas.

Há dias mandei-lhe um email a pedir as receitas pois tenho intenção de me revelar uma dona de casa prendada, hehehe.

Esta tarde saíram do forno as primeiras.

Para quem estiver interessada aqui vai a receita: 250gr de manteiga, 250gr de farinha, 1 cálice vinho Madeira, miolo de noz e açúcar em pó.

Amassa-se muito bem a farinha com a manteiga, que deverá estar à temperatura ambiente , e junta-se-lhe o vinho.

Estende-se a massa com o rolo fazendo uma tira. Coloca-se o miolo de noz e cobre-se com a massa, isto num processo em tudo idêntico ao dos rissóis, corta-se com uma forma ou um copo formando assim pequenas meias luas recheadas com miolo de noz. Coze em forno a 180º cerca de 15m.

Depois de cozidas polvilham-se abundantemente com açúcar em pó.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Presépio



8 de Dezembro dia de montar o Presépio.
É a 1ª vez que monto um Presépio tradicional em minha casa, sempre fiz o Presépio mas limitava-o às figuras principais, com este regressei à infância.

Todas estas peças têm mais de 50 anos, foram compradas pela minha mãe depois de casar e ter a sua própria casa,.

Este Presépio acompanhou-me na minha infância e adolescência. Quando chegava Dezembro normalmente a 8, colocávamos a arca que guardava os cobertores durante os meses quentes de verão em local de destaque e cobria-mo-la 1º com uma manta velha depois um plástico e em cima deste papel craft. Para dar um ar de campo espalhávamos serradura que eu ia buscar à carpintaria do Sr. Manuel.

As cortiças que tínhamos arranjado na zona de S. Brás de Alportel eram guardadas todos os anos na dispensa e nesta altura saiam do armário para fazer a cabaninha do Menino Jesus e dar relevo às montanhas que circundavam o presépio, já não as tenho, como o espaço que disponho não é grande não tentei arranjar outras, neste usei o papel craft para dar rugosidade ao terreno e fazer a cabana do Menino Jesus.



Para fazer o presépio era indispensável uma visita ao Ludo para apanhar musgo e algumas plantas que simulavam árvores, hoje compra-se o musgo nas floristas, aqui para simular as árvores usei oregãos ainda com o tronco e folhas de louro.


Plantar trigo para fazer as searas também fazia parte do ritual indispensável à montagem do Presépio, ritual que fiz questão de cumprir. As cabeleiras feitas com ervilhacas ou lentilhas serão oferta da minha sogra e em breve também aqui terão lugar.



Nada faltava a este Menino, a Estrela que a minha mãe fazia com papel dourado comprado na Papelaria Portugal , os pastores que tinham uma fogueira, simulada com papel celofane vermelho e uns tronquinhos fininhos e pequeninos, os anjos, as ovelhinhas, os burros, e até músicos.


Uma das coisas que mais prazer me dava na montagem do Presépio era comer um "coma com pão", o chocolate que eu mais gostava para que da prata que o enrolava fazer o lago.
Neste lago os patinhos nadavam tranquilos durante o mês de Dezembro até ao Dia de Reis.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Para homem



A A., encomendou um saco para proteger sapatos mas, para homem, como não encontrou nenhum já feito no arquivo do blog e não me queria dar muito trabalho, disse-me que bastava tirar o salto ao que habitualmente faço. Tirar o salto não fazia deste um sapato de homem, com a ajuda do V. nasceu um novo modelo para os sacos desta vez para o sexo masculino.



Com a prática serão aperfeiçoados.