quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mais uma sacola


Esta sacola com tecido da designer Linda Svensson deu-me "água pela barba".

Eu não tenho um único molde nem instruções de qualquer espécie para fazer sacos, malas ou o que quer que seja. Já aqui manifestei a minha aversão aos manuais de instruções, mas cada vez mais, sinto necessidade de um guia. Como ando sempre a fazer coisas diferentes não crio rotinas e entre uma peça e outra esqueço-me dos procedimentos que tive de tomar da última vez que fiz determinada peça.

Foi o que aconteceu desta vez. Já não me lembrava como tinha feito as outras sacolas e mais uma vez tive que fazer tudo a olho, e à medida que ia avançando ia desenrascando as situações.




Não sei se pelo Sporting estar a empatar o jogo depois de ter começado a ganhar enganei-me 3 sim 3 vezes a coser o forro, estive quase para jogar tudo fora.

Até me espanto com a minha persistência do cose e descose, antigamente não era assim desistia à primeira, agora até já chego à terceira.



Não está uma perfeição mas está bastante aceitável, e acredito que na Noite de Consoada
a B. vai gostar de a receber.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Bolo de café


Começa a ser hábito fazer um bolo no final da tarde de domingo.

Ontem, depois de uma breve arrumação ao frigorífico verifiquei que tinha iogurtes a chegar perto do final de prazo, fazer um bolo de iogurte era uma opção .

Depois de já ter colocado alguns dos ingredientes dentro da taça lembrei-me que o pessoal não é muito apreciador de bolos de iogurte, logo impunha-se inovar.

Café! todos gostam de café, como por engano há tempos tinha comprado café instantâneo descafeínado foi esse que usei, mais uma vez a olho.

Eu faço o bolo de iogurte usando azeite a receita original leva óleo e leite, mas eu resolvi tornar a receita mais saudável.

A minha receita: 2 frascos de iogurte natural, 1 frasco de azeite, 6 ovos, 3 frascos de açúcar e 3 frascos de farinha , 1 colher de chá de fermento royal e neste caso café instantâneo (a olho) mas foi mais ou menos meio frasco de café.

Bati as gemas com o açúcar e os iogurtes, juntei o azeite até fazer bolhinhas, depois misturei as claras em castelo com a farinha ao restante. Foi ao forno médio até estar cozido.

Não deixei cozer demais e ficou fantástico, hoje a pergunta do V. foi:- O que puseste no bolo que está tão fofinho?

O chá está pronto! querem uma chávena e uma fatia de bolo?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O saco da " Miana"


A Mariana adora Tote Bags quando lhe perguntei se queria outro de prenda de Natal foi prentória. Claro! e cor de rosa.

A Mariana tem 9 anos e é uma matulona, daí que o saco seja comprido para poder acompanhar a sua estatura.

O saco é de um linho que foi em tempos uma saia da tia da "piquena" . Com umas bolas contrastantes e um coração como fecho, consegui obter um razoável resultado com mais uma reciclagem.


domingo, 8 de novembro de 2009

Objectos de escrita VI

Para terminar o tema "objectos de escrita" vou mostrar-lhes o ex-libris desta pequena colecção.
Não sei como é que ela foi parar às mãos dos meus avós, provavelmente foi oferecida ao meu avô nalguma remodelação do escritório onde trabalhou durante anos.
O V. sempre lhe achou muita graça e a minha avó ofereceu-lha como presente de final de curso.



O papel enfia-se no rolo ( aqui na vertical)




Só tem uma tecla para escrever, procura-se a letra pretendida na barra horizontal e para imprimir a letra pressiona-se, mas já tem maiúsculas e minúsculas.




Presumo que devia ser rápido escrever com esta máquina, pois tem campainha para avisar quando o papel está a chegar ao fim.




Ainda tenho a caixa original, mas está muito degradada e a precisar de restauro, quem sabe um dia encontre alguém capaz de o fazer correctamente.

Espero que tenham gostado de  viajar no tempo com estes objectos.

Da próxima vez que fugir às costuras dou-lhes chá...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O 1º fecho



Há muito que queria experimentar a pregar um fecho.
Como podem ver tenho imensos e tenho que lhes dar uso.





Pergunto sempre às minhas fornecedoras de tecidos que presente querem que lhes faça com os mesmos.
A Margarida sugeriu um necessaire. Tenho andado às voltas para aprender a colocar um fecho, tenho um bocado aversão aos livros de instruções, a linguagem é sempre tão técnica que ao fim de duas ou três linhas já estou farta.







Sou uma autodidacta muito teimosa, em vez de ler tentar perceber os livros de costura opto sempre por experimentar, até aqui tenho-me saído relativamente bem mas...

Desta vez o objectivo era a colocação do fecho mas também queria que a bolsa fosse forrada, quase deitei fumo de tanto pensar como deveria fazer, pois é ! por vezes sou mesmo "lerda". Mas consegui.







A dificuldade da colocação do fecho tinha sido superada, não estava era à espera da partida da máquina de costura. Na semana passada tinha tido dificuldade em coser, depois de a ter oleado tinha voltado a coser lindamente agora voltava a partir as linhas todas,não percebia o que se estava a passar, mais uma vez tive quase quase a jogá-la janela fora.

Se conseguirem ver há uns pontos dados em falso o que faz com que o trabalho não tenha grande perfeição.

Como a máquina foi muito barata a desculpa é sempre a mesma, não presta, contudo quando tive uma de qualidade superior ( aquela que se esparramou no chão depois de ficar com a asa na mão) , os problemas eram os mesmos, umas vezes cosia bem outras nem por isso.

Não consegui perceber qual era o problema, cosia o tecido simples mas quando juntava o tecido ao forro já não cosia, partia-se a linha de cima.

Bem, pedi ajuda para encontrar alguém que a afinasse pois deveria ser falta de afinação.

Mas antes da ajuda chegar, o V., num dos muitos folhetos de publicidade que todos os dias nos enchem as caixas de correio, viu em promoção máquinas de costura ao preço da chuva, isto porque se uma boa máquina custa 500€ esta que foi 60€ não deve ser grande coisa não é?

Entre a dúvida de me meter na compra de uma boa máquina e comprar uma idêntica à que tinha decidi-me por embarcar novamente na tecnologia barata, e lá fui comprar a dita cuja.






Aqui está ela, a da esquerda, se não foram feitas no mesmo sítio parece! são iguais em tudo só a forma é que se altera um pouco.

Mas antes de experimentar a nova máquina quis testar pela última vez a velha companheira, voltei a substituir a agulha, coisa que tinha feito assim que começou a falhar, liguei-a e... não é que começou a coser lindamente.

Isto só revela a falta das aulas que a Didi dava na Singer nos anos 60. Sempre que alguém comprava uma máquina nova, a Singer oferecia às clientes aulas sobre as características das máquinas e noções de costura, onde se aprendia a escolher o tipo de agulha para o tecido que se queria coser, bem como o tipo de linha que se devia usar.

Hoje compramos máquinas no supermercado, enfiamos uma qualquer linha e agulha e achamos que somos grandes costureiras.

Tenho muito que aprender não sei é como, onde e com quem.

Em suma agora já posso coser a duas mãos, máquinas não me faltam, he!he!