segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Rendas IV


Hoje ficam as amostras das rosetas para colchas, estas são sempre feitas em linha de espessura mais grossa.

Tenho que confessar que gosto imenso de rendas mas nunca gostei de cochas de renda, apesar disso tenho uma que me foi oferecida por alguém que não sabia que eu não gostava.

Das toalhas gosto muito mas têm de ser feitas com linha super fininha, tenho uma feita pela minha avó que levou Kgs de linha e anos a fazer.

Tem 3m de comprimento por 2 de largura, já a usei algumas vezes mas dá bastante trabalho a passar a ferro e precisa sempre de ser lavada antes de a usar pois como tudo que fica guardado durante muito tempo, ganha manchas amarelas.



Estas não são muito trabalhadas mas nem por isso deixam de ser bonitas.







E por agora chega de mostrar amostras de rendas. Da próxima vez que voltar ao tema "Rendas" será para mostrar trabalhos feitos que guardo com carinho e que fazem parte de um enorme espolio que tenho deixado pela minha mãe, avó.

Garanto-vos, se não fosse as artroses das mãos, enchia-me de coragem e pedia à sogra, também ela bastante conhecedora da arte, que me ensinasse a fazer croché. Matéria prima não me falta.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

rendas III


Quantos bebés terão usado os babetes feitos pela minha avó?
Os meus filhos usaram-nos, e alguns dos filhos dos meus amigos.



Estes eram 3 dos modelos que ela mais fez.


Ela adornava-os com minúsculas flores de croché de cores pastel e fitas de seda.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Capa de livro


















Depois de prolongada ausência a máquina de costura voltou a funcionar. Desta vez para fazer uma capa para livro e respectivo marcador.
Esta é para uma colega de escola que lê imenso. Há muito que não estou com ela, mas lembro-me que era uma "piquena" de gostos simples mas requintados, daí que tenha optado por não usar rendas nem fazer patchwork, limitando-me a fazer brilhar o padrão que acho lindo.




Fiz um marcador com o coordenado que usei no forro, cosi um elástico que pode prender num dos 3 botões que apliquei, dando margem para espessuras de livros diferentes.
Coloquei uma entretela autocolante dos dois lados e confesso que tive alguma dificuldade em coser, sei que a máquina é de má qualidade mas não me parece que volte a usar esta entretela.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Bolsas/ Talegos


Tenho-me divertido imenso quando encontro amigas algarvias de gema e fazem referência aos taleigos. Normalmente dizem, espero que o façam com sinceridade, que gostam muito dos meus trabalhos mas que acham especialmente engraçados aquelas coisas.... ,elas bem tentam lembrar-se da palavra mas acabam sempre por usar o termo algarvio Bolsa.

Já aqui disse que o termo taleigo deverá ser usado na zona das Beiras e Alto Alentejo, no Algarve sempre foram bolsas, mas acho piada ao termo, daí estar a voltar a usá-lo de novo.

Esta bolsa é enorme, tem 80cm de comprimento por 60cm de largura,não faço a menor ideia que utilização teve mas quanto ao proprietário não me restam dúvidas. Ela pertenceu ao meu avô paterno, como indica o monograma impresso.



São padrões destes que fazem os trabalhos brilharem, já tivemos uma grande indústria têxtil e neste momento andamos a importar tecidos. Quando encontro estas peças apetecia-me voltar à infância e poder ir a correr à viúva Carminho ,à Casa Cristina, ... abastecer-me de tecidos e aviamentos e voltar aos dias de hoje e poder fazer com eles sacos, taleigos, bolsas....

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Teatro Lethes


Foi sob este Magnífico tecto que passei esta tarde fria e chuvosa de Domingo.

O Teatro Lethes é a Jóia da cidade de Faro, todos os farenses se orgulham dele mas poucos o conhecem como eu e o meu marido.

Ele foi a minha 2ª casa durante toda a minha adolescência, lá estudei música, fiz ginástica rítmica, dancei folclore, cantei, representei, vi cinema, gravei para a radio e namorei muito.Tudo isto durante a presença do Conservatório Regional do Algarve no edifício ainda sob a Direcção da Sra. D. Maria Campina e mais tarde quando o V. exerceu funções na Delegação do Ministério da Cultura.
Foram muitos os eventos em que colaborei, essencialmente na decoração floral, e na organização de vernisages.

Foram muitas as coisas boas que lá vivi, muitas foram as pessoas que lá conheci, desde grandes artistas a anónimos que hoje são grandes amigos.
Também foi lá que dei a conhecer ao Luis Vicente a pessoa criativa e genial que é o meu cunhado hoje cenógrafo da Companhia de Teatro Acta



Hoje fui assistir à peça " George Dandin", da autoria do Sr. Jean-Baptiste Poquelin que todos conhecem por Molière, seu pseudónimo.
A peça classificada por uns como uma farsa, por outros como uma comédia,e pela Acta como drama.

" George Dandin" foi escrita em 1668 mas trazida para a actualidade pelas mãos da Acta com a mestria que só esta Companhia de Teatro sabe fazer.

O cenário é mais uma obra de arte do meu cunhado. Parabéns .