sexta-feira, 8 de maio de 2009

Jovévinha e o seu Lulu

O dia da criança aproxima-se.
Não há nenhuma, que não goste de receber um presente.....



A Jovévinha resolveu ir dar um passeio com o seu Lulu, o sol emanava amor....




Esta é loira, tem botões em forma de flor a segurar a fita do cabelo.
Na manga um pequeno coração, e no vestido umas flores para dar o ar da sua graça.




O vestido tem um folho, a trela é sofisticada, feita de missangas a condizer com o vestido.
Sim! porque ela é coquette.



Como não podia deixar de ser, o laço do Lulu faz pandant com a toillete da dona.


A tshirt # 013- é tamanho 6/7 anos (116/121cm), é 100% algodão bem com os tecidos nela aplicados. Tem aplicações de feltro, botões, missangas e fita de seda. Os pormenores são bordados à mão, com linha coração.
Vale 20**

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tshirts



Estas vão navegar para Londres.

Para dois manos "piquininos".



Esta é para o Mateus que tem dois aninhos.



Esta é para o Xavier com apenas dois meses.




As indicações de lavagem, a composição da tshirt e a assinatura da criadora, vão afixadas na etiqueta que aparece no canto superior esq. da imagem.


Estas tshirst são 100% algodão, bem como os tecidos nelas aplicadas, têm aplicações de feltro e na manga foi aplicado, um botão e fitas de gorgorão condizendo com as cores dos tecidos, para dar uma " gracinha".


Acho que o Tamisa, vai ficar muito mais radioso, quando os manos se passearem com elas nas suas margens.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Porta Jóias de viagem


As ideias fervilham.

Há tantas coisas que me apetece fazer, que o difícil é decidir o que fazer.
Nada melhor que fazer por encomenda.

Assim foi, com este porta jóias de viagem. A Teresa L. fazia anos e perguntei-lhe o que queria que lhe fizesse de presente.



Depois da resposta óbvia e habitual as estas perguntas : nada...deixa estar, etc.etc.Lá lhe consegui
" arrancar ", um, _ dava-me jeito, uma bolsa para transportar as jóias nas viagens.
Tinha um requisito, ser a preto e branco.



Assim juntei uns tecidos de xadrez preto e branco, num tecido liso preto, numa fita de cetim branca, uns botões e nasceu a bolsa para as jóias.
Personalizei bordando o nome dela.

Ela gostou muito

domingo, 3 de maio de 2009

Dia da Mãe



Hoje é dia da Mãe.

Como mãe é um dia alegre, como filha um dia muito triste.
É o 1º dia da mãe que passo sem a minha.

Resolvi ilustrar este post, com os retratos dos meus pais pintados pelo Sidónio em 1959.
Nesta altura, o dia da mãe era comemorado no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, uma data importante para os católicos. Daí que os meus pais o tenham escolhido para o dia do seu casamento.

Nessa altura não havia presentes nem publicidade ao dia. A ideia comercial de se comemorar o dia da Mãe , nasce nos anos 80 quando o dia foi alterado para o 1º domingo de Maio.
Não sei qual o motivo desta mudança, para muitos dessa geração, o dia da Mãe ainda é o 8 de Dezembro .

Durante os anos em que fui filha, nunca deixei de manifestar o meu amor e agradecimento pelos valores que os meus pais me ensinaram, contudo, quando nos confrontamos com a sua ausência achamos sempre que faltou dizer qualquer coisa, e que devíamos ter feito mais.

Para além dos Valores que me transmitiram e o Amor que me dedicaram, o Amor que os meus Pais tinham um pelo outro foi o que mais me marcou na vida.
Nunca assisti a uma discussão e frequentes eram as manifestações de amor e carinho entre eles.

A saudade é enorme.

O meu pai partiu de repente e cedo de mais, felizmente os 18 anos que com Ele passei foram intensos e cheios de coisas boas.

Como todas as mães, a minha também tinha defeitos, mas as virtudes eram muitas mais, sempre que precisei Ela lá estava. Daí, que eu tenha tentado estar lá, sempre que Ela de mim precisou.
Questiono-me, se tudo o que fiz foi correcto e suficiente. De uma coisa tenho a certeza, se as posições se invertessem Ela teria feito muito mais e melhor. Eu não consegui iguala-la.

Durante a sua vida, a minha mãe travou várias batalhas, sempre com estoicidade, mas na última e derradeira, foi injustamente vencida.

Mas, foi precisamente nos derradeiros momentos da sua vida que ela melhor mostrou a fibra de que era feita.
A forma como se conformou e enfrentou a doença que lhe roubou a vida, foi uma lição de vida para mim, família e amigos próximos.

Apesar de sofrer de uma doença incurável, terrível que tudo paralisa menos a forma de pensar e raciocinar, recebia-nos sempre de sorriso na boca, desenvolveu esquemas de autonomia fantásticos de forma a retardar a dependência dos outros. Nunca se queixou nem se questionou porquê ela. Aceitou sempre o que de mau a vida lhe deu, e não foi pouco.
Foi com coragem que aceitou a morte e tranquila partiu.

Se há heroínas Ela é uma delas.

Obrigado Mãe pela coragem e exemplo.

Onde quer que estejam acreditem, serão sempre lembrados e os valores por vós ensinados aos vossos netos transmitirei.

sábado, 2 de maio de 2009

Colares


A joalharia sempre atraiu o universo feminino e eu não sou excepção.

Desde miúda que me lembro de os fazer.Os primeiros, foram feitos com massa estrelinha e argolinhas, pintadas com anilina e enfiadas em fio de pesca. Eram multicolores, e faziam as nossas delicias de criança.

Mais tarde, já na adolescência, os de missangas e sementes africanas, trazidas pelos portugueses das ex-colónias.

Nas férias de verão na Quinta dos Alqueives, as duas horas que se seguiam ao almoço eram as horas do silêncio, em que os rapazes por serem mais novinhos dormiam a sexta, os pais da Isabel e da Teresa descansavam, e nós já mocinhas crescidas com 13 e 14 anos, ocupávamos as tardes a fazer bonequinhas de alfazema, carteiras de carneira e pendentes para colares.

Esses pendentes eram em cobre esmaltados.
Se me lembro bem, tínhamos que recortar a folha de cobre, aplicar um ácido para a superfície ficar limpa, depois eram colocados os pigmentos e eram cozidos numa Mufla a vários graus.
Era um processo moroso, e os materiais eram muito caros.

Depois era convencer o pai da Isabel, a levar-nos uma noite, a Armação de Pêra para vender os artigos saídos dessas tardes de verão.



Sempre tive missangas e pedras em casa para fazer brincos e colares, mas há dois anos voltei a ser contagiada pela moda de fazê-los. Fiz dezenas deles, tenho muitos e ofereci bastantes.
Hoje resolvi mostrar alguns , porque....

O colar das fotos acima, tem peças de origens várias. As argolas são feitas com arame de aço, tem cristais da Boémia, trazidos pela minha mãe, da República Checa, e peças metálicas compradas nas lojas destes artigos. Está aplicado numa gargantilha de vários fios de prata entrançados.
Já o usei algumas vezes por cima de um vestido preto.
Acho que é quase uma peça de ourivesaria.

As fotos, estão duplicadas, eu explico porquê: apesar de viver rodeada por fotógrafos e alguns profissionais, não tenho conseguido bons resultados nas fotos que tenho tirado, se repararem elas são diferentes, uma é com flash outra sem.



Este é feito com peças de madeira pintadas e peças metálicas.

Tentei fotografar ao sol e só consegui um monte de sombras, segundo o V., devia fotografar numa sala branca com muita luz.
Não Tenho

Portanto, isto foi o melhor que consegui hoje. Não vou desistir um dia chegarei lá.




Este tem uma história curiosa, comprei dois colares numa loja muito conhecida para desmanchar e fazer este.



É muito frustrante quando não se consegue um bom resultado nas fotos. Todo este este latim é porque resolvi juntar os trapos aos metais e fazer colares.
Foi uma experiência gira e tem uma certa inspiração Inca, o pessoal cá de casa gostou bastante, só que as fotos não lhes dão o devido valor.

Que acham? gostam?




Se virem ao pormenor parecem estar mal cosidos e toscos, mas foi de propósito.




Também posso dizer que deram "bué" de trabalho a fazer.



Acho que estão muito engraçados e estão destinados a mulheres arrojadas.

Quero fazer outro, noutros tons, para alguém que conheço e que tenho a certeza absoluta que vai gostar destes modelos.

Se ampliarem as imagens (clicar em cima delas) dá para visualizar melhor.