domingo, 8 de Novembro de 2009

Objectos de escrita VI

Para terminar o tema "objectos de escrita", hoje chegámos ao ex-libris .
Esta é uma das minhas preciosidades.
Não sei como é que ela chegou até aos meus avós, provavelmente foi oferecida, ao meu avô que foi empregado de escritório e nalguma remodelação de equipamento tê-la -à resgatado de morte certa.

O V. sempre lhe achou muita graça e a minha avó ofereceu-lha como presente de final de curso.



O papel enfia-se no rolo ( aqui na vertical) .



Só tem uma tecla para escrever, procura-se a letra pretendida na barra horizontal e para imprimir a letra pressiona-se, mas já tem maiúsculas e minúsculas.



Presumo que devia ser rápido escrever com esta máquina, pois tem campainha para avisar quando o papel está a chegar ao fim.



Ainda tenho a caixa original, mas está muito degradada e a precisar de restauro, quem sabe um dia encontre alguém capaz de o fazer correctamente.

Espero que tenham achado alguma piada ao viajar no tempo com estes objectos.

Da próxima vez que fugir às costuras dou-lhes chá...

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

O 1º fecho


Há muito que queria experimentar a pregar um fecho.
Como podem ver tenho imensos e tenho que lhes dar uso.




Pergunto sempre às minhas fornecedoras de tecidos que presente querem que lhes faça com os mesmos.
A Margarida sugeriu um necessaire. Tenho andado às voltas para aprender a colocar um fecho, tenho um bocado aversão aos livros de instruções, a linguagem é sempre tão técnica que ao fim de duas ou três linhas já estou farta.



Sou uma autodidacta muito teimosa, em vez de ler tentar perceber os livros de costura opto sempre por experimentar, até aqui tenho-me saído relativamente bem mas...

Desta vez o objectivo era a colocação do fecho mas também queria que a bolsa fosse forrada, quase deitei fumo de tanto pensar como deveria fazer, pois é ! por vezes sou mesmo "lerda". Mas consegui.



A dificuldade da colocação do fecho tinha sido superada, não estava era à espera da partida da máquina de costura. Na semana passada tinha tido dificuldade em coser, depois de a ter oleado tinha voltado a coser lindamente agora voltava a partir as linhas todas,não percebia o que se estava a passar, mais uma vez tive quase quase a jogá-la janela fora.

Se conseguirem ver há uns pontos dados em falso o que faz com que o trabalho não tenha grande perfeição.

Como a máquina foi muito barata a desculpa é sempre a mesma, não presta, contudo quando tive uma de qualidade superior ( aquela que se esparramou no chão depois de ficar com a asa na mão) , os problemas eram os mesmos, umas vezes cosia bem outras nem por isso.

Não consegui perceber qual era o problema, cosia o tecido simples mas quando juntava o tecido ao forro já não cosia, partia-se a linha de cima.

Bem, pedi ajuda para encontrar alguém que a afinasse pois deveria ser falta de afinação.

Mas antes da ajuda chegar, o V., num dos muitos folhetos de publicidade que todos os dias nos enchem as caixas de correio, viu em promoção máquinas de costura ao preço da chuva, isto porque se uma boa máquina custa 500€ esta que foi 60€ não deve ser grande coisa não é?

Entre a dúvida de me meter na compra de uma boa máquina e comprar uma idêntica à que tinha decidi-me por embarcar novamente na tecnologia barata, e lá fui comprar a dita cuja.



Aqui está ela, a da esquerda, se não foram feitas no mesmo sítio parece! são iguais em tudo só a forma é que se altera um pouco.

Mas antes de experimentar a nova máquina quis testar pela última vez a velha companheira, voltei a substituir a agulha, coisa que tinha feito assim que começou a falhar, liguei-a e... não é que começou a coser lindamente.

Isto só revela a falta das aulas que a Didi dava na Singer nos anos 60. Sempre que alguém comprava uma máquina nova, a Singer oferecia às clientes aulas sobre as características das máquinas e noções de costura, onde se aprendia a escolher o tipo de agulha para o tecido que se queria coser, bem como o tipo de linha que se devia usar.

Hoje compramos máquinas no supermercado, enfiamos uma qualquer linha e agulha e achamos que somos grandes costureiras.

Tenho muito que aprender não sei é como, onde e com quem.

E suma agora já posso coser a duas mãos, máquinas não me faltam, he!he!

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Objectos de escrita V



Este manual de caligrafia foi usado pelo meu pai quando andou na Escola Industrial e Comercial de Faro, no curso de contabilidade.

Com este manual aprendeu a desenhar letras e imagino que deva ter sido um excelente aluno, pois tinha uma caligrafia Linda.

No último escritório onde o meu pai trabalhou ainda existem os livros de contabilidade todos escritos a tinta permanente com a parker 51. Também estes dariam grandes manuais de caligrafia.



Vale a pena "clicar" em cima desta 2ª foto e ler os conselhos do autor.


Estes tesouros para além de fazerem parte da história da família ainda foram muito úteis à R. no seu curso de Design de Comunicação.




terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Objectos de escrita IV


Eu adoro escrever com lápis.

Hoje, mostro-vos uma caixa de lápis que veio de casa dos meus avós e que por ter uma forma e um grafismo tão cuidado acho muito bonita.



Hoje, os lápis vêem agarrados a um simples cartão com a marca impressa e cobertos por uma película de plástico.

É enorme a diferença entre as embalagens de hoje e as de ontem...


A Jovévinha da Márcia


A Márcia adora cor de rosa, a mãe que até se chama Rose queria uma tshirt Jovévinha escura.


Agrado as duas desta forma, a tshirt em azul escuro e a Jovévinha em rosa.
Ela tem sapatinhos, golinha , luvas e chapéu de feltro, na manga um coração.



E mais um coração na etiqueta das costas.

A Rose viu-a antes de estar bordada e teve uma reacção fantástica, adorou, espero que a Jovévinha alegre a Márcia na noite de Consoada, pois só nessa noite ela a verá.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Objectos de escrita III

O meu pai sempre escreveu com canetas de tinta permanente, raramente o vi escrever com esferográfica.


Muitas foram as canetas por ele usadas, mas a caneta que ele mais usou e da qual tenho melhor memória foi uma Parker 51.
Infelizmente já não a tenho.




Mas tenho este conjunto original da Parker 51, que tem uma caneta igual e uma lapiseira.



Este conjunto foi trazido dos Estados Unidos e oferecido ao meu pai por uns tios , os mesmos que já lhe haviam oferecido a caneta que o V. fez favor de perder.

O Sr. professor adora canetas, em determinada altura resolveu usar a caneta do meu pai , era giro assinar o livro de ponto e fazer o sumário a caneta de tinta permanente ainda por cima com tinta castanha .
Achei que estava em boas mãos e que continuava a função para a qual tinha sido criada, escrever, enganei-me! usou-a durante bastante tempo até que um dia a deixou , provavelmente no mesmo sítio onde perdeu as dezenas de outras canetas que tem perdido.




Este conjunto também acho muito bonito e a marca? Três acentos circunflexos.

Numa rápida pesquisa no Google não consegui encontrar referência à marca.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

WIP - decorações de Natal


Há mais de 20 anos que quando o Natal se aproxima a T. telefona para me recordar que tenho a decoração de Natal da casa dela para fazer.
Sempre me deu "carta branca" para inovar, embora me relembre sempre de não gastar de mais .

Este ano o pedido veio um pouco mais cedo e .....

" Quero tudo novo, árvore e tudo! não te esqueças que é o 1º Natal da minha neta".

Decidi que desta vez tinha de fugir às tendências, as deste ano andarão pelos tons naturais, beijes e castanhos para os mais tradicionais, para o mais arrojados os roxos e lilases, cor que já usei há muitos anos na decoração de uma montra de Natal e que causou algum "frisson".

Como ando nesta "onda" do feito à mão / hand made, resolvi assumir a empreitada de fazer as decorações da árvore.
A sala da T. tem tons de salmão e, segundo a avó babada a bebé adora verde, este foi o ponto de partida. Como a decoração é destinada á pequenina, resolvi fazer coisas fofinhas passíveis de serem tiradas da árvore para as maõzinhas dela.



Precisava de moldes, andei na net à procura e achei! só que tudo em inglês, além disso, não tenho a impressora instalada no meu portátil, como não me apeteceu pedir ajuda, fiz à antiga.

Papel, lápis e desenhei os modelos.



Depois de os fazer em papel, recortei e passei para um cartão para ter mais resistência.



De seguida recortei o cartão.


Passei do cartão para o feltro.



Depois foi dar "asas" à imaginação grega, renda, bolas ....



Uma grande trabalheira mas um gozo enorme.
Espero que a T. goste, claro que o resultado final só daqui a dias estará concluído, quando forem colocados na árvore.

Se tiver autorização, e não me esquecer, fotografo a árvore depois de montada para vos mostrar, só a árvore pois o resto da decoração ficará para a cliente no sigilo dos anjos, este blog não é o " querido mudei a casa".

Objectos de escrita II


Escrever com estas canetas não seria fácil mas o seu design é de uma beleza fantástica.
São de uma delicadeza e fragilidade enorme.
Se as canetas tinham um desenho fantástico, os tinteiros não lhes ficam atrás. Nos de vidro e prata podemos encontrar trabalhos muito bonitos .



Os frascos da tinta também têm formas muito bonitas e o grafismo dos rótulos é muito interessante.


Não sei se esta caixa da Pelikan era na sua origem, uma caixa de aparos , mas estes sempre aqui estiveram guardados desde que a conheço.




É muito bonita a forma deste frasco não é?



Nos anos 50 não havia secretária que não tivesse um conjunto destes, este nunca foi usado mas esteve sempre em cima da secretária do meu pai.
Estou a mentir! o mata borrão o meu pai usava-o bastante, isto porque o meu pai raramente usava esferográfica, escrevia sempre com a sua Parker 51, e a pena foi recentemente usada pela R. na faculdade.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Objectos de escrita

Há pouco mais de dois anos computadores, net, blogs e flickr eram apenas palavras que ouvia sem nada de concreto me dizerem.
Era um mundo completamente desconhecido.
Hoje, estou um pouco menos às escuras mas, neste universo da informática e da Internet ainda ando de vela na mão.

Hoje a maioria das crianças portuguesas usam o " Magalhães" lápis e canetas estão quase a ser relegadas para 2º plano.

Mas nem sempre assim foi!



Este estojo, acredito, terá feito as delícias da minha bisavó .
A delicadeza da pintura, e o pormenor da caixa forrada mostra o quão precioso era este artigo na época.



É um estojo de escrita onde nada falta: A caneta de aparo com o respectivo tinteiro a lapiseira, a borracha e....
Já é muito muito velhinho e falta-lhe uma peça, não faço a mais pequena ideia o que seria e qual a sua função.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Londres próximo destino

Quando aqui viu as novas t shirts de manga comprida, a Leninha achou-as óptimas para a "terra dela", e encomendou-me duas para a Hannah, isto, numa alusão ao frio Londrino.

Isto das terras serem mais ou menos frias, é muito relativo, em Londres pode nevar e fazer mais frio que aqui no Algarve, mas não tenho a menor dúvida que passo mais frio tendo muitos dias de sol cá no Algarve que a maioria dos Londrinos.
A péssima construção que temos nas nossas casas, com paredes mal isoladas parecendo folhas de papel, faz com que, quando as temperaturas baixam andemos todos atrás de aquecedores enrolados em mantas e cachecóis e a bater o dente, enquanto eles andam em casa de t shirt.

O sol ou a ausência dele é que faz a grande diferença entre as nossas duas terras.



Mas, para que a Jovévinha não se constipe, desta vez tem botas altas, golinha de feltro, chapéu e luvas.


E uma flor na manga como pormenor.


O pedido mencionava que uma deveria ser escura mas a segunda parecida com uma outra já aqui mostrada .

Como o destino é o mesmo , esta também tem botas altas, cachecol, chapéu e luvas.



Na manga um coração como pormenor.

domingo, 25 de Outubro de 2009

Mel e Funcho


Ter uma tia a viver na ilha da Madeira é sinónimo de coisas boas, bolo de mel, cus cus artesanal, as maravilhosas bananas prata da bananeira do seu quintal, anonas e claro! rebuçados de mel e de funcho.

A tia Lena é muito generosa trás-nos " carradas" de rebuçados, como a malta quer manter a linha, há muito que dentro de um tupperware no frigorífico, andava perdida uma quantidade razoável deles.

Entre jogá-los fora ou dar-lhes uma outra oportunidade , optei pela segunda hipótese .

Agarrei nos 750gr de rebuçados de mel e funcho ( estavam misturados), coloquei-os num pirex no micro ondas e na potência máxima derreti-os.

Bati 6 gemas de ovo com os rebuçados derretidos , juntei azeite, a olho ( talvez umas 4 colheres de sopa ), 500gr de farinha, uma colher de chá de fermento Royal, claro!, e misturei com as claras batidas em castelo.

Foi ao forno , com a convicção de que não ia sair nada dali, mas.... Surpresa das Surpresas, o bolo cresceu, não está muito doce e ficou fantástico.

Quem quer uma fatia?

sábado, 24 de Outubro de 2009

Da Retrosaria


Foi a primeira vez que comprei tecidos pela net e, claro está, tinha que iniciar as compras on line pela Retrosaria da Rosa Pomar.

Também comprei um pouco de galão da sua autoria, é lindo.

Para quem não conhece o Blog da Rosa Pomar a Ervilha cor de rosa, aconselho vivamente. Tem textos fabulosos sobre variados temas, mas os que dizem respeito à história dos tecidos e dos trabalhos manuais são fabulosos.

Ainda não faço a mais pequena ideia de como os vou utilizar, apaixonei-me por eles e cá estão, espero conseguir usá-los de forma a prestigiar quem mos enviou e mos deu a conhecer.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Feira de Santa Iria

Ontem fui à feira. Poucas já são as bancas com as quais identifico a ideia de feira. A maioria dos feirantes reúnem-se em pequenas tendas plásticas dentro de 3 grandes hangares transformando a feira numa gigantesca loja dos trezentos.

Felizmente ainda sobram uns resistentes à antiga, pequenas alfaias, alumínios, as empreitas e mais uns quantos utensílios ainda aparecem por cá.
















À feira de Stª Iria os farenses sempre chamaram Feira de Faro, e Feira de Faro era sinónimo de tempo chuvoso, e muita lama.

Ontem o S. Pedro cumpriu a tradição, enquanto por lá me passeava caiu uma carga de água e tanto, só que desta vez os sapatos vieram limpinhos sem os habituais quilos de lama que antigamente nos obrigava a deixar os sapatos à porta antes de entrarmos em casa. Isto porque o largo foi todo asfaltado e deu lugar a um gigantesco parque de estacionamento com vista para a Ria Formosa, é o parque de estacionamento com melhor vista que conheço.



Vou à feira sempre com o mesmo propósito, comprar restias de alhos, de cebolas, batatas doce de Aljezur , azeitonas britadas, mel e castanhas.

Os alhos as cebolas e as batatas doces comprei, o resto fica para a próxima a chuva não parava de cair e estava a começar a ficar ensopada.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Proteias


Para quem espreita o meu trabalho, hoje resolvi oferecer flores.

Obrigada por me espreitarem mas.....comentem!


Adoro flores e as Proteias são lindas e resistentes, espero que estas durem.

As Jovévinhas viajam até Albufeira

Depois da miss J. K. em preto e branco, com mais duas Jovévinhas acabei a encomenda de Albufeira.


Quando vimos uma peça feita à mão que gostamos, a tentação é pedir a quem as cria que faça uma igual.
Num trabalho manual não é de todo possível criar uma peça idêntica, pode ser parecida nunca igual, e eu, faço questão que sejam sempre diferentes.

Nesta tshirt verde seco muito semelhante a uma outra que fiz, usei os mesmos tecidos mas resolvi colocar-lhes uns chapéuzinhos até porque o frio está a chegar e não quero que elas apanhem a gripe A.




Esta ainda é de manga curta, já começou a chover mas as temperaturas ainda estão amenas, pelo menos cá em baixo na terra dos Algarves, com um casaquinho ainda dá para vestir. Gostas Celeste?



Um pormenor que tapa a etiqueta feia que a tshirt no original tinha.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Comentários ao blog

Já aqui apelei várias vezes para quando por cá passarem deixarem o vosso comentário.

Para quem está deste lado é importante saber a opinião de quem nos espreita, e fiquem sabendo que sei tudo.

Sei que até hoje fui visitada por 490 vezes, estas visitas para além de virem deste cantinho à beira mar plantado, vieram de 20 países, sendo o Brasil o que mais visitas me faz, em 2º lugar vem o Reino Unido e em 3º os Estados Unidos.

Cá o pessoal da terra é o que mais me visita em território nacional, seguido de Lisboa e tendo o Funchal com um honroso 3º lugar, boa tia Lena!.

Mas dentro do território nacional já fui visitada por mais de 3 dezenas de sítios, diferentes.

Hoje por exemplo vieram cá espreitar 27 vezes e comentários .... zero.

É preguiça ou falta de tempo?

Como dizia o outro " falem mal mas falem ".

Opinem, dêem sugestões .

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

A semana das Jovévinhas


Tenho 5 t shirts Jovévinhas para fazer, só esta está pronta, daí que a semana vá ser cheia de Jovévinhas ou talvez não, pois já estão talhadas e algumas alinhavadas, vamos ver como correm os trabalhos pois apetece-me fazer outras coisas.



Esta é a preto e branco e tem um ar muito Jackie Kennedy, isto porque lhe coloquei um "queijinho" na cabeça, uma pérola na gola e uma malinha de mão.
É de algodão e lycra e tem manga comprida, pois o outono está a chegar.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Novas capas de agendas/livros



Mais duas capas para agendas, a de cima tem um tecido da Ikea e uma renda de algodão, o de baixo veio de casa da minha mãe, como achei que o padrão era lindíssimo resolvi não colocar adereços.


quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Capas de agendas /livros

Hoje mostro-vos mais três capas para agendas, a 1ª está feita com um resto de um linho fantástico da Designers Guild , do qual fiz umas cortinas para a salinha de refeições há muitos muitos anos, pena que não tenham sobrevivido às lavagens constantes.

Desta vez fiz um marcador igual, isto porque estas capas também podem ser usadas para proteger livros.




Presentear os amigos com coisas feitas por mim não é novidade, há muito que o faço.



Também não é novidade a antecedência com que preparo o Natal, todos os anos é a mesma coisa, começo a distribuir presentes no início do mês de Dezembro. A falta de espaço para os guardar em condições e a salvo das garras dos gatos, justificam a entrega precoce .



Personalizar os trabalhos que faço é uma tarefa que me agrada, nesta última apliquei uma renda de algodão.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Porta jóias


Os acessórios fazem parte do figurino feminino e viajam connosco.
Continuando a laboração dos presentes de Natal hoje fiz um porta jóias.



Mais uma vez, o tecido usado tem anos, sobrou de um vestido de Carnaval que a R. usou há uns 10 anos, passava na TV a série "Xica da Silva".

É um vestido lindíssimo feito pela minha mãe, cheio de pormenores e fiel aos vestidos de época, lembro-me que tinha botões forrados e as casas dos mesmos foram feitas em croché. Um dia destes encho-me de coragem, procuro as fotos no meio dos milhares que há cá em casa e mostro-vos. Aliás o vestido está religiosamente guardado assim como os sapatos forrados, a peruca e a bolsa de mão.



Como vos disse ontem, a máquina entrou em greve e tive dificuldade em coser esta e outras peças que tinha talhado. Daí que o ponto não esteja muito perfeito, mas acho que está aceitável.


São objectos simples práticos e com funcionalidade variada, neste caso coloquei colares como exemplo, mas também servem para colocar duas ou três peças de roupa interior e guardar na mala de mão quando se viaja de avião, prevenidas ficamos na eventualidade da bagagem se extraviar, o que não é tão incomum como se pensa.

N.B. - A máquina estava a pedir atenção e carinho. Só no final do serão e à beira de a atirar janela fora, me lembrei que precisava de oleá-la, claro que depois coseu lindamente.