segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Esconder

No meio das arrumações ainda me dá para tirar fotos.

Sabem o que isto é?



Claro um escadote com "casaco".



Não sou maluca ao ponto de pensar que o dito se constipa, e até acho que são objectos interessantes. Adorava ter espaço para ter um de madeira daqueles que se usam nas bibliotecas, para ser usado quando quero tirar os livros que tenho junto ao tecto, sim! porque cá em casa há livros até ao tecto.

O que acontece é que normalmente os escadotes vão ficando cheios de tinta e "porcos", e eu preferi esconder o meu. Até porque o guardo junto à tábua de passar a ferro.




Este projecto é muito, muito antigo foi feito com um tecido de umas cortinas velhas e de tanto ser lavado já não tapa as "patinhas do" dito, he!he!

Recuperar II

Apesar de já andar a "blogar" desde Fevereiro, ainda não me habituei a fotografar a maioria das coisas que faço. Nesta fase atribulada em que a casa ainda cheira a tinta e as coisas insistem em andar fora do sítio, dava-me jeito ter umas fotos para ilustrar o blog e poder dizer qualquer coisa, isto para não defraudar quem me visita.

Como não tinha fotos nem trabalho nenhum para mostrar, lembrei-me fotografar um "desenrrascanço" de última hora.

Uma coisa que me chateia é pensar em vestir determinada "vestimenta" e depois por qualquer motivo não poder fazê-lo.

Há dias para ir assistir a um Conserto dos Iris tinha determinado vestir uma túnica de seda que tem um padrão e umas cores lindas, liguei o ferro para passá-lo, como estava cheia de pressa saiu asneira.



Conseguem ver as marcas da base do ferro?
Pois .... derreteu!
O ferro estava demasiado quente e queimei o vestido.
Fui ao roupeiro à procura de alternativa mas como sou de ideias fixas, não desisti de levá-lo.
Abri o armário dos "trapos" agarrei em dois pedaços de tafetá verde e lilás , agarrei na agulha e na linha e fiz um frufru, cosi-o directamente no vestido e lá fui ouvir os meus amigos dos Iris num espectáculo fantástico.



Espero fazer um com mais cuidado e com cores mais condizentes.
Não joguem fora peças de que gostem e que tenham sofrido algum acidente, há sempre solução.

N.B. Se carregarem na palavra Íris vão directamente ao site deles, ele abre com a capa do próximo CD que é da autoria da minha filha.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Recuperar



Como avisei, ando em "bolanas" com a minha casa. Há 23anos atrás, as modas ditavam que os puxadores das portas fossem de latão dourado, hoje a opção seria aço escovado.

Ainda pensei em substituí- los, mas rapidamente mudei de ideia. Para além dos custos, a madeira das portas já está vincada dos espelhos , e difícil seria, arranjar uns novos que tapassem os vincos. Lixar as portas até ao "osso" estava fora de questão.

Solução: poli-los até voltarem a estar dourados, aplicar verniz transparente para que se conservem durante mais tempo.




A primeira empreitada já está, são 8 portas o que quer dizer 16 puxadores ,16 espelhos grandes e 16 espelhos mais pequenos, os respectivos parafusos são novos, pois a minha paciência ainda tem limites.

Ainda limpei os 4 puxadores de um dos roupeiros mais 4 espelhos.



Agora e contra a vontade do Jorge o meu pintor de eleição vou montá-los e só depois aplicarei o verniz.

Acho que no fim vamos ter de andar de óculos escuros por causa do brilho.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Antes e depois

Habitualmente nesta data já estaria de regresso a casa. Contudo as pinturas da casa atrasaram-se e ainda estou pela praia.
Já regressaram todos às suas casas da cidade, os mais velhos aos empregos, os mais novos à escola, são poucos os resistentes.

Depois da confusão de Julho e Agosto, onde os visitantes se degladiam para estacionar o carro, às filas para entrar e sair da ilha, agora estamos no paraíso, a praia está deserta, até os meus gatos brincam tranquilamente na rua.
Hoje convidei uns amigos do Tiago, Eslovenos e Austríacos para virem cá jantar, chovia e trovejava bastante, foi giro.

Ando a fazer várias coisas ao mesmo tempo, limpar pó, lavar tapetes e cortinas, arrumar tralhas, mas ainda tenho tempo para inventar.

Era minha intenção dar-lhes conta destes afazeres depois de tudo acabado, mas como referi, as pinturas atrasaram-se e ainda não consegui ter o enquadramento final,e como não quero estar muito tempo sem dar notícias cá vai.



Há uns anos atrás fiquei com este móvel por achar piada à sua forma, veio de casa dos pais do Nuno N.. Tem servido de estante para livros, já andou de poiso em poiso lá em casa.



A madeira não é nada de especial mas gostei mesmo da forma, o verniz já estava estalado, e derramei um frasco de purificador de ar em cima do " desgraçado" dando cabo do resto.

Como resolvi pintar a parede onde está encostado, de uma cor bastante arrojada, resolvi pinta-lo de branco, por enquanto, porque há outra ideia no ar, veremos se fica assim ou se " morre" noutra cor.

Primeiro lixei-o todo, depois apliquei aparelho, desta vez deixei as tintas celulósicas de parte e usei tintas acrílicas para madeira, é muito mais fácil trabalhar, seca rapidamente, não deixa cheiro e lavar os pincéis deixou de ser um "pincel".



Depois do aparelho seco apliquei a tinta, igualmente acrílica. Usei pincel para as juntas e nas partes lisas o rolo.



Assim que o móvel estiver no sitio mostrar-lhes-ei, como vai ficar enquadrado, poderão verificar que a cor tinha mesmo que mudar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A sacola da Sónia


Há alturas em que me apetece atirar a máquina de costura à Ria. Ontem foi um desses dias.

A Sónia escolheu este tecido da designer Linda Svensson e pediu-me para lhe fazer uma sacola com 30x28cm e a alça com 97 cm para poder traçar. Deixou ao meu critério qualquer acrescento à mesma.

Como tinha mais tecidos desta colecção, resolvi colocar dois bolsos um exterior e um interior. Apliquei um fecho magnético para fechar e forrei-a com Terilene branco .



Todo o processo correu normalmente até coser a alça. Como de habitual cosi do avesso e virei usando um pauzinho chinês, sim daqueles com que comemos o shushi ou o pato à Pequim.

O tecido é bastante grosso, quase uma lona, foi uma luta para virar a dita alça, a força foi tanta que se descoseu um pouco.

Tinha duas alternativas: voltar a virá-la ou dar um pesponto, optei pela segunda. Aqui a "porca torceu o rabo", gastei um carro de linhas e o pesponto ficou uma "bosta".

De 5 em 5cm a linha partia-se, aumentei a tenção da máquina reli o manual de instruções da mesma para ver se descobria onde estava o erro, perdi 1h a coser a dita alça e foi por pouco que não atirei a máquina à Ria.

Assim que acabei guardei-a e ali está desprezada a um canto e nem tão cedo lhe pego, estou fula. Vou dedicar-me a outra empreitada, tem a ver com LUZ...

Darei notícias desta nova experiência.