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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Smart kids


Este foi o presente que os nossos filhos nos deram este Natal. Será que nos querem ver fora de casa? Não.... eles sabem o quão importante é para nós dar uma escapadela de quando em vez!

Já tinha visto a publicidade na TV sobre estas Smart boxes, mas nunca tinha prestado grande atenção, só agora percebi o conceito e penso que é uma excelente ideia para presentear alguém.

Neste caso, são 50 destinos à escolha espalhados pelo território nacional, com direito a uma noite de alojamento jantar e pequeno almoço. O difícil será escolher o destino.

Ainda não me decidi, mas tenho todo o ano de 2010 para o fazer.

Obrigado Smart kids.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O Natal da minha infância





Hoje é este o meu Presépio, quem sabe um dia desenrolarei as peças antigas que me acompanharam na infância e adolescência e  o volte a "armar".

Durante a minha infância não me lembro de ouvir falar no Pai Natal e de árvores de Natal lembro-me, que tinha uma minúscula  com bolinhas de vidro à qual não se dava grande importância. Foi só nos anos 70 que  as árvores de Natal viraram moda.

No entanto  o Presépio era sempre feito e preparado com antecedência.

Mais ou menos duas semanas antes do Natal começávamos a fazer a recolha  dos materiais que íamos usar para simular uma Belém há mil e tal anos atrás.
No pinhal apanhávamos o  musgo, à carpintaria próxima íamos buscar a serradura, na serra de S. Bráz apanhávamos murta e urze, e as cearas plantadas em vasos de barro no dia 8 de Dezembro cresciam no escuro  esperando ter lugar de destaque na aldeia que se preparava para nascer.
Quando a recolha estava completa, desencaixotávamos as imagens que estavam guardadas, devidamente enroladas em papel de jornal dentro de uma arca juntamente com as cortiças que usávamos  para fazer  a cabana do Menino Jesus e simular montes e montanhas.
Presépio era montado em cima dessa arca.
Era uma tarefa demorada mas feita com enorme prazer e cuidado nos pormenores, todas as profissões estavam presentes, não faltavam lagos e ribeiros que eram feitos com as pratas dos chocolates que eu comia e a minha mãe ia guardando ao longo do ano, os tempos eram outros, tudo se aproveitava. Os lagos tinham patinhos e peixinhos, simulavam-se fogueiras com papel celofane vermelho amarrotado, pintávamos no papel craft que servia de pano de fundo ao Presépio pormenores com pigmentos comprados nas drogarias, nuvens, estrelas folhagem, etc. Em suma puxávamos bastante pela imaginação para recriar uma aldeia com 1960 e tal anos de idade.
Ceia e o Almoço de Natal eram sempre em minha casa, pois havia um Menino Jesus na Família, a minha Mãe fazia anos nesse dia.

A 22, 23 de Dezembro, de comboio vindo do Porto, chegava com o meu tio João um enorme bacalhau que era posto de molho em enormes alguidares de barro, também o grão que o acompanhava era demolhado com antecedência.

Na véspera de Natal a azáfama era grande, pela manhã chegava a couve flor e as ameijoas trazidos pelo meu avó paterno, o doce fino  vinha de Lagos, com os tios e as primas. A carne para acompanhar as ameijoas era posta a marinar bem cedo. A tia Cândida amassava as empanadilhas e tendia, ninguém as dispensava e fazia melhor que ela a tia Bia fritava, hoje sou eu que cumpro a tradição com o V. e na companhia da minha amiga Nazaré.
A salada de frutas temperada com vinho do Porto era feita quase à hora para não oxidar. A avó Raquel fazia as fatias douradas, e as laranjinhas da China habilidosamente esculpidas pela minha mãe, eram exigência de toda a família. Arroz doce, chouriço de chocolate ( em minha casa é o nome que damos ao salame de chocolate) e bolos vários compunham o resto da ementa.

Toda a casa era decorada com fitas brilhantes e farfalhudas e cheia de bolas multicolores de formas e feitios vários. Havia azevinho, urze e murta dentro de jarras e jarrões, já de noite e pouco antes de chegar o resto da família acendiam-se as velas que alumiavam o Presépio.

A ceia começava por volta das 21h  e prolongava-se noite fora.
Entre estórias e conversas a  loiça era lavada a cozinha arrumada e a mesa de novo preparada  para receber o almoço do dia seguinte.
Antes de irmos para a cama, pequenas e graúdos descalçavam um sapato e colocavam-no à chaminé pois era neles que o Menino Jesus  deixava os presentes que fariam  as nossas delícias na manhã do dia seguinte.

Anos mais tarde a tradição inverteu-se para que todos  pudessem viver a alegria das "piquenas" (tudo se passava em minha casa mas só eu, os meus pais e primas lá dormíamos) os meus tios e avós acabavam por nunca ver a reacção das meninas.
Assim, depois do jantar lavava-se a loiça arrumava-se a cozinha e todos iam colocar um sapato à chaminé.
À vez, e sem que as meninas dessem conta, da casa de jantar saía alguém que lá ia colocar os presentes, os que ficavam falavam alto para que as moças não se apercebessem das movimentações no corredor e na cozinha, chegada a hora alguém dava umas batidas na mesa ou no chão e .... fazia-se silêncio... depois, alguém perguntava:
Será que Ele já chegou?
Numa louca correria apesar do  receio  lá íamos espreitar.... e os gritos de alegria e manifestações de júbilo respondiam à pergunta!

As fitas, os papeis e os gritos animavam a festa e alguns dos presentes recebidos serviam para prolongar a noite dos adultos. Lembro-me do ano em que recebi de presente  o "MIKADO". A minha mãe e tios fizeram uma directa jogando toda a noite, eram terríveis aqueles três manos, piores que as crianças hehehehe.

Hoje o meu Natal já não tem esse encanto, faltam as crianças que aguardo esperando que não demorem muitos anos a chegar.

Somos cada vez menos à mesa, a morte levou uns e o casamento outros. É com enorme saudade que recordo os meus Natais da Infância.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Tá quase ....quase...quase







































Está quase! quase a chegar.....

Feliz Natal a todos os que aqui me espreitam.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ervilhacas


Quando aqui mostrei o meu Presépio pela 1ª vez, houve quem desse por falta das "ervilhacas", pois já cá estão tia Lena!

Em minha casa dávamos o nome de "cabeleiras", também fazíamos "cearas" que plantávamos com trigo . As "ervilhacas" ou "cabeleiras" criam um efeito mais bonito pois à medida que vão crescendo vão caindo, segundo consegui apurar junto da minha sogra, a jardineira da família, as ervilhacas são sementes de uma erva parasita do trigo, não se come só serve para este efeito, e provavelmente para alimentar os animais (digo eu que nada percebo de agricultura).

Curiosamente estas nem são feitas de ervilhacas mas sim de lentilhas e o efeito é o mesmo e o nome mantêm-se.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Azevinho







































Desde a última vez que estive na Madeira que não via azevinho natural. Quando há dias vi este na florista, não resisti.
Espero que não seja Madeirense pois lá é considerada espécie protegida e a sua apanha está proibida.

Quando o estava a fotografar, a "Pipoca" pôs-se em pose, pois há muito que reclamava uma foto no Blog.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Postais da Rute R. "sem despesas"



A Rute Reimão é uma querida, enviou-me este presente magnífico.
Cada vez mais os pormenores fazem a diferença nos presentes, e neste caso para além dos postais lindíssimos adorei a "cinta" que os rodeava, uma tira de uma antiga letra datada de 1968, relíquia de outros tempos, carimbada com: "sem despesas". Achei extraordinário.

Obrigada Rute vou guardá-los e preservá-los com carinho.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Natal Mini




Mais um bocadinho do meu Natal.
Este Presépio é mini, tem apenas 6cm de altura e 4,5cm de largura, quando o encontrei não resisti a comprá-lo.
Já o tenho há muitos, muitos  anos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pormenores do meu Natal


Cantos e recantos preparados para receber o Natal, até na cozinha!



Natal com piripiri!




Pai Natal Spicy!



Boneco de Neve guloso.


Rena esperando o chá.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Natal chegou cá a casa


O presépio.


A árvore ( o Pai Natal está ouvindo as Boas Novas he!he! )

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Cartões de Natal



O envio de cartões de Natal parece estar novamente a ganhar importância isto, depois de quase se ter abandonado este hábito.

Nos últimos anos comprei-os na Unicef desta vez resolvi ser eu a fazê-los mas não deixarei de contribuir para a causa.


sábado, 21 de novembro de 2009

Pôr o sapatinho à chaminé


Ainda sou do tempo em que no Natal se punha o sapatinho à chaminé, e só no dia seguinte é que íamos ver o que o "Menino Jesus " nos tinha deixado.
Os tempos são outros e poucos são os que têm chaminé, agora abundam os exaustores.
A globalização trouxe-nos outras modas, as botas feitas de tecido e decoradas não são tradição nossa mas há muito que cá chegaram, se tivermos crianças não podemos deixar de ter uma para encher de guloseimas.
Esta é para o meu "pirolito" foi feita com carinho, não vou lá pôr guloseimas para não apanhar um raspanete dos progenitores da criança, mas vontade não me falta.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

WIP - decorações de Natal



Há mais de 20 anos que quando o Natal se aproxima a T. telefona para me recordar que tenho a decoração de Natal da casa dela para fazer.
Sempre me deu "carta branca" para inovar, embora me relembre sempre, para não gastar de mais.

Este ano o pedido veio um pouco mais cedo e .....

- Quero tudo novo, árvore, bolas, fitas tudo. Não te esqueças que é o 1º Natal da minha neta".

Decidi que tinha de fugir às tendências, as deste ano andarão pelos tons naturais, beijes e castanhos para os mais tradicionais, para o mais arrojados os roxos e lilases, cor que já usei há muitos anos na decoração de uma montra de Natal e que causou algum "frisson".

Como ando na"onda" do feito à mão / hand made, resolvi assumir a empreitada de fazer as decorações da árvore.
A sala da T. tem tons de salmão e, segundo a avó babada a bebé adora verde, este foi o ponto de partida. Como a decoração é destinada à pequenina, resolvi fazer coisas fofinhas passíveis de serem tiradas da árvore para as maõzinhas dela e proporcionarem alguns momentos de brincadeira.




Precisava de moldes, andei na net à procura e achei, mas como não tenho a impressora instalada no meu portátil, e não me apeteceu pedir ajuda, fiz à antiga.
Papel, lápis e... desenhei os modelos.




Depois de os fazer em papel, recortei e passei para um cartão para ter mais resistência.



De seguida recortei o cartão.




Passei do cartão para o feltro.




Depois foi dar "asas" à imaginação.  Grega, renda, bolas e as decorações da árvore da T. foram nascendo.




Foi uma  grande trabalheira mas deu-me um gozo enorme fazer estas peças.
Espero que a T. goste e  claro que o objectivo final só daqui a dias estará concluído, quando forem colocados na árvore.

Se tiver autorização, e se não me esquecer, fotografo a árvore depois de montada para vos mostrar, só a árvore pois o resto da decoração ficará para a cliente no sigilo dos anjos, este blog não é o " querido mudei a casa".