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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Filhós


Durante toda a semana a Margarida não parou de publicar fotos no Facebook sobre os doces que andava a preparar para levar à Tia Júlia.
Fiz-lhe uma ameaça. Ou ela parava de publicar todas aquelas delícias ou ia bater-lhe à porta.
Estive quase para lhe ir fazer uma visita mas o frio não deixou. Tiveste sorte Margarida.
Como não parava de salivar fiz filhós, só que desta vez não usei açúcar e canela para as adoçar em vez destes fiz uma calda de mel.
Não faço ideia quais serão os meus valores de colesterol mas, seguramente  aumentaram bastante pois ainda não parei de as comer.
Ficaram fantásticas.
Daqui a poucas horas será a vez das empanadilhas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Biscoitos


Hoje está frio e chove talvez por isso me tenha apetecido fazer biscoitos, já há algum tempo que não fazia e cá em casa já reclamavam.
A receita mais uma vez foi a olho mas, mais grama menos grama, foi assim: 5oogr farinha para brioche; 200gr de manteiga; 100gr de açúcar; 2 gemas de ovos e um pouco de leite para ligar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os crepes do Mr T.


Os meus filhos não se cansam de me pedir para ter muito cuidado com as referências que lhes faço aqui no blog.
Sou uma gralha, falo pelos cotovelos e por vezes falo de mais, daí que eles constantemente me avisem para ter cuidado com o que escrevo. Como me limito, quando os refiro, a escrever a inicial do nome, ontem o T. exigiu que o tratasse por Mr.T ( hehehe) daí o título deste post.

Ontem mostrei o fantástico chesse cake, hoje mostro os famosos crepes do Mr.T.

São finos bem cozinhados e super saborosos, cá em casa comemos crepes doces e salgados.
Os salgados recheados com pasta de atum, frango cosido, legumes, etc. Os doces, com gelado e cobertos de chocolate quente, com açúcar e canela, mel, ou com compota.

Este foi o meu pequeno almoço, chá verde e um crepe com compota de framboesa, nham! nham!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cheese cake


Tinha dois anos e meio quando comecei a sentar o T. no balcão da cozinha enquanto eu cozinhava. Mostrou-se sempre curioso, como foi sempre muito responsável cedo lhe passei a batedeira para as mãos e começou a fazer bolos. Aos 6 anos já conseguia fazer um bolo sozinho.

Um dia ensinei-lhe a fazer crepes, cá em casa gostamos de fazer refeições de crepes com recheios salgados acompanhados de saladas que terminam invariavelmente com os mesmos barrados com doce, mel, ou gelado coberto de chocolate quente.
Aperfeiçoou a técnica e a receita, e ninguém os faz melhor do que ele. São famosos os crepes do T. entre os amigos dele e os meus, que assim que se inicia a época balnear começam a acedia-lo para uma noite de crepes com gelado e chocolate. São dezenas as unidades que tem de fazer para a malta toda e seguramente quase duas horas ao fogão para agradar ao imenso grupo de amigos que temos.

O cheese-cake foi outra das receitas que ele foi apurando até chegar a esta, não me perguntem como é, eu própria não sei, ainda não ma deu, é segredo. Um segredo que tem uma enorme vantagem, assim só como quando ele o faz e garanto-vos uma destas fatias não me satisfaz, no mínimo são duas de cada vez.

Os ingredientes têm de ser de qualidade e de determinada marca, caso contrário o resultado final não é o mesmo, este o único segredo que conheço, depois o doce que se coloca por cima varia mas este de amora tem ganho vantagem sobre os outros.



Ele cozinha de tudo um pouco e bem mas não pensem que o faz regularmente, fá-lo quando precisa e quando lhe apetece embora a comida da mãe tenha sempre algo que pudesse ter sido feito de forma diferente vai dando jeito estar pronta à hora das refeições.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ainda quente


Que me perdoe o colesterol, mas não resisto a uma fatia com manteiga dos Açores assim que o acabo de fazer, conseguem ver o fumo que ele deita?

Este é feito com farinha de soja uma descoberta do V. no Continente, à qual acrescentei sementes de girassol e de linhaça.

***
Cholesterol forgive me, but I can not resist a slice with butter from Azores so . Can you see the smoke? it's still hot.

This is made with soy flour to which I added sunflower and linseed seeds.




Não precisa barrar ela derrete com o calor.

***
It's not necessary spread the butter it melts with heat.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Pão de queijo


Os pães de queijo da "dona Benta" são daquelas importações fáceis de fazer e deliciosas de comer.

À farinha já com queijo basta juntar 2 ovos uma chávena de água, amassar e levar ao forno 2ominutos a 180º depois é só comer.

domingo, 26 de dezembro de 2010

O Bolo do Natal



Tinha o Pai Natal, azevinho, estrelas, um boneco de neve com bigode, 1 cogumelo, 1 coração sorridente, 1 rena, 1bola, 1 presente, 1 lolipop, etc, o Bolo de Natal cá de casa.







Quando visitei o Stand da isto-faz-se, para comprar os cortadores de bolachas encontrei lá uma parafernália de coisas que nem se quer imaginava que existissem , uma delas as massas de açúcar coloridas.
Assim que recebi o telefonema da minha prima dizendo que viria visitar-me no dia de Natal achei que as massas de açúcar coloridas seriam uma aposta fantástica para entreter os meus primitos pequeninos, voltei ao Stand comprei massa branca, vermelha e verde as cores do Natal. A seguir ao almoço propus ao Rodrigo de 7 anos e à Leonor de 5 usarem as massas, os cortadores e acabarem de decorar o bolo de Natal, a eles juntou-se a minha filhota que não resistiu à brincadeira.





Foi um aposta ganha, estiveram super divertidos. As consolas de jogos que os acompanharam desde casa e o Magalhães que a Leonor rouba ao irmão para jogar foram esquecidos e manuseando a massa com se de plasticina se tratasse foram nascendo inúmeras figuras características desta época.




E o Bolo que eu tinha feito e tentado decorar de véspera, ficou muito mais criativo.




Também eu quis brincar com estas massas mas a escultura não é o meu forte e isto tem técnica e ciência.






quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Empanadilhas


As empanadilhas são o doce Natalício com presença assídua nas mesas algarvias na minha família quem as fazia com mestria era a tia Cândida.
A farinha e o fermento comprava a tia Bia na Panificação onde trabalhava, já a trazia pesada pois lá em casa não havia balança, a manteiga, a canela, a banha e o açúcar eram comprados avulso e pesados da mercearia do Sr.Guerreiro, as batatas doce eram sempre de Aljezur e compradas na praça, bem como as laranjas, a aguardente era o meu avô e mais tarde o meu pai que arranjava.

No dia 23 de manhã a tia Cândida cozia as batatas que ralava no passe-vite depois de cozidas e que levava ao fogo com o açúcar e a canela para obter o recheio que aguardava até à noite altura em que se fazia a massa.





Num alguidar de barro enorme deitava-se a farinha, com a ponta dos dedos desfazia-se o fermento de padeiro, juntava-se a banha e a manteiga ambas à temperatura ambiente, misturava-se tudo muito bem, para aromatizar a massa juntava-se um cálice de aguardente e o sumo das laranjas, e começava-se a amassar, aos poucos e se necessário juntava-se um pouco de chá de erva doce estrelada ainda morno, e amassava-se, amassava-se e sovava-se até se obter uma massa leve e macia.

Depois de bem amassada formava-se uma bola que se enfarinhava e enquanto se fazia uma cruz dizia-se uma reza para que a massa crescesse, infelizmente dessa parte não me recordo a última vez que a tia Cândida fez empanadilhas tinha eu 8 anos.





De seguida tapava-se o alguidar com um pano branco e envolvia-se tudo numa manta, este embrulho era colocado perto da braseira a levedar. Enquanto esperávamos que a massa levedasse jogávamos Quino ( bingo), marcávamos os cartões com feijões e a tia Bia ou a Odete cantavam: 4, os patinhos (22), 35, 42, o bruto (90).... Linha.... Quino!!!! era uma festa.

Mais ou menos duas horas depois e com muito cuidado espreitava-se a massa para ver se tinha crescido, a ladainha tinha sortido efeito, estava na hora de a estender.

Em cima da grossa mesa de madeira da cozinha estendia-se um grande pano branc, uma tábua enorme saltava para cima da mesa a tia Cândida com a sua mestria e de rolo da massa na mão começava a estender a massa que devia ficar bem fina, ela conseguia estender tiras de massa suficientemente grandes para de um só vez fazer 5 ou 6 empanadilhas, em cima da fina massa colocava colheradas de doce e cobri-o, de seguida calcava-a ligeiramente com os dedos junto ao recheio e com a rosquilha de madeira fazia pequenas meias luas que transferia com muito cuidado para o pano enfarinhado.

A massa era retirada do alguidar em pequenas quantidades e este era mantido sempre embrulhado para que a massa não baixasse.




Entretanto à socapa eu ia roubando com os dedos pequenos pedaços de doce, quando era apanhada, apanhava um ralhete.

Quando a quantidade de empanadilhas estava prestes a preencher todo o pano, a tia Bia misturava num pequeno alguidar uma generosa quantidade de açúcar e canela, colocava o azeite numa frigideira ao fogo ( ainda me lembro quando eram fritas num fogareiro a petróleo, mais tarde substituído por um fogão a gás, não esquecer que estávamos numa casa humilde no início dos anos 60) numa mesa ao lado do fogão estendia-se o papel manteiga que iria absorver o excesso de azeite da fritura.
Depois de bem escorridas eram passada pelo açúcar e pela canela e iam novamente para dentro de um alguidar enorme à espera da Consoada.




Depois da morte da tia Cândida a tia Bia ainda fez uma ou duas vezes para que a tradição se mantivesse, mas a idade também já era avançada e as forças não eram suficientes para tamanha empreitada. Seguiu-se a minha mãe que também experimentou fazer mas como o tempo não era muito, até Abril de 74 trabalhava-se na véspera de Natal, deixou de as fazer e passou a comprar a uma vizinha que as vendia. Depois de casar passei a ter na mesa as empanadilhas da sogra e da avó do marido, anos mais tarde e já sem a mãe para ajudar, a minha sogra passou a requisitar os meus filhos para ajudá-la e eles faziam-no com prazer. Há meia dúzia de anos e vendo que a minha sogra já lhe custava muito fazê-las resolvi ser eu a continuar a tradição. O problema foi arranjar a receita pois pelo que pude apurar esta nunca fora escrita e a memória já falhava nas quantidades o que para mim, apesar de ter visto fazer, era um pormenor que me tinha escapado. Perguntei à mãe, à sogra, à prima, à vizinha e acabei compondo a minha receita que por sinal acabou por resultar em pleno.

Este post está muito longo mas não consegui ou não quis ser mais sucinta, para terminar resta-me acrescentar que faço estes doces com imenso prazer e faço questão de manter a tradição, nesta empreitada tenho sempre a companhia do meu marido que também gosta de as fazer, também ele recorda desta forma a sua infância e a noite que antecedia a da Consoada. Eu própria acabei criando uma tradição ao convidar a minha amiga N. a vir cá a casa colocar-se ao meu lado a fazer as suas empanadilhas.

Espero que os meus filhos um dia continuem a tradição familiar e partilhem a noite de 23 com amigos e família para poderem passar este legado.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Casca de laranja cristalizada



Uma das iguarias de que mais gostamos cá em casa é da casca de laranja cristalizada. A maioria das pessoas não aprecia, no bolo rei a casca da laranja e o figo são na maioria das vezes postas de parte, cá em casa é precisamente o contrário. Eu e o V. adoramos e são no bolo as primeiras fatias a serem cortadas.



Sabendo disso a minha mãe, nesta altura de Natal, comprava-as com cobertura de chocolate. Como era uma especialidade bastante cara resolvi passar fazer, comprava embalagens de casca de laranja já cristalizada e envolvia no chocolate negro, e saía muito mais barato. Durante anos assim fiz. Contudo desde há 2 ou 3 anos que não consigo comprar estas embalagens de casca cristalizada, esta iguaria desapareceu completamente das prateleiras dos supermercados, este ano mais uma vez procurei e nada laranja só misturada com outras frutas, por isso este ano resolvi procurar na net uma receita que me ensinasse a cristalizar a casca da laranja a 1ª que encontrei foi esta, experimentei e resultou bem. Num instante as comemos. Voltei a fazer e como não tinha guardado a página voltei a procurar e descobri mais esta, também experimentei e resultou bem. Nós gostamos de coisas acre-doce e a pedido do V. nem é preciso no fim do processo passá-las pelo açúcar pois já ficam suficientemente doces.

Para que fiquem a saber como procedi aqui fica um documentário fotográfico.


As laranjas abundam cá em casa, vivemos no Algarve onde dizem se produzem as melhores laranjas, temos amigos e familiares que ainda mantêm pomares de laranjas e nesta altura é frequente presentearem-nos com cestas delas.
Assim sempre que alguém come uma laranja tem de a descascar com cuidado para que se possa aproveitar a casca que será posta a demolhar durante 2 a 3 dias mudando com alguma frequência a água.



Depois de demolhadas escorro-as e corto-as em tiras. De seguida levo-as a cozer em lume brando numa quantidade de duas partes de laranja para 1 de açúcar. Uso uma taça pequena como medida.



Em lume brando o açúcar vai derretendo e vou mexendo para que todas as tiras fiquem bem envolvidas, quando estas absorvem todo o açúcar retiro-as do fogo e coloco em travessas para arrefecer e acabar de secar (tem sido difícil secarem pois está muita humidade, estas últimas coloquei-as um pouco no forno para ajudar à secagem). Se preferirem passam-se por açúcar.



Se gostarem com chocolate, basta derreter um pouco de chocolate culinário com um pouco de leite e envolver parcial ou totalmente as tiras de casca de laranja no chocolate e deixar secar.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Presentes de Natal



Finalmente consegui fazer uma fornada de bolachas para oferecer como lembrança de Natal.
Fazer as lembranças de Natal não é novidade nem fruto da crise que se abate sobre todos nós, sempre o fiz, como nunca tive subsídio de Natal nem na altura em que trabalhava, sempre fiz a maioria das lembranças que ofereci, arranjos de flores, compotas e doces, bolos, pinturas, etc foram algumas das coisa que fiz antes de me dedicar a este novo hobby que são as costuras. Este ano resolvi entre outras coisas que por aqui tenho mostrado fazer bolachas. As receitas destas são as mesmas que mencionei neste post.

Resolvi colocá-las nestes sacos de celofane para que não ficassem moles, pois está imensa humidade, mas irão dentro destes taleigos e dentro destes sacos/cesta.




E para quem não sabe nada destas coisas de cozinha e que por cá passa, resolvi fotografar os passos necessários para chegar ao produto final.

1º-Coloco a farinha em cima da pedra do balcão juntamente com o fermento e o açúcar.




2º abro um buraco na farinha e no centro coloco a manteiga que deverá estar à temperatura ambiente. Seguidamente amassa-se tudo muito bem .



3º Normalmente formo uma bola de onde vou tirando os pedaços que estendo para fazer as bolachas.




4-Estendo a massa com o rolo até obter a espessura desejada, de seguida usando os cortadores recentemente adquiridos faço as bolachas na forma pretendida, antes usava um copo.




5-Retira-se o excesso de massa e colocam-se as bolachas no tabuleiro do forno, estas bolachas são tão ricas em manteiga que não é necessário barrar o tabuleiro.

Já no tabuleiro pincelam-se com gema de ovo e polvilham-se com amêndoa picada. No meu forno cozem a 180º durante 12m.




Quando estão cozidas retiram-se do tabuleiro e deixa-se arrefecer antes de guardar de preferência numa lata estanque para não apanharem humidade e ficarem sempre estaladiças.



Neste caso depois de arrefecidas coloquei-as dentro de sacos de celofane, atei com uma fita vermelha e coloquei uma etiqueta com o nome das bolachas e os ingredientes.

domingo, 12 de dezembro de 2010

As receitas da tia Lena

Quando pedi à tia Maria Helena a receita das suas maravilhosas bolachas, a ideia era fazê-las para encher alguns dos meus taleigos e oferecer como presente de Natal. É evidente que também ficariam algumas cá por casa, o que não estava à espera é que, poucas horas depois de saírem do forno só existissem migalhas.
São de facto deliciosas, entre o post anterior e este, fiz duas fornadas uma de bolachas alemãs e outra de areias, não as fotografei logo, fiquei sem post. As bolachas desapareceram tão rápido quanto o Pai Natal sobe e desce as nossas chaminés.
Desta vez, avisei que tinham que me deixar fotografar antes de as acabarem, foi difícil mas consegui.




Esta são as "bolachas alemãs" e a receita é a seguinte: 300gr de farinha; 200 gr de manteiga; 100gr de açúcar; 2 colheres de chá de fermento em pó Royal; 1 gema de ovo ; amêndoa picada.

Amassa-se tudo muito bem, estende-se com o rolo e cortam-se em bolachas ( fi-lo com um cálice) , depois de cortadas pincela-se com o ovo e salpicam-se com a amêndoa, vai a cozer ao forno ( não ponho temperatura e tempo pois varia conforme o forno).



Estes são os "palitos de cerveja" são deliciosos e eis a receita: 500gr de farinha; 250gr manteiga; 1 copo de cerveja.

Amassas-se tudo muito bem de seguida estende-se com o rolo e cortam-se tiras de massa (estas cortei-as com cerca de 10cm de comprimento por 2cm de largura), passa-se as tiras de massa pelo açúcar e torcem-se antes de as colocar no tabuleiro que as levará ao forno.

Gostava muito de fazer estas bolachas usando cortadores próprios e com formas, as únicas que tenho são muito grandes e em Faro e Loulé não encontrei cortadores de bolachas. Vivo numa capital de província onde encontrar alguns artigos não é fácil as pessoas desabituaram-se de fazer "coisas" e os artigos deixam de se vender, desta vez foram os cortadores de bolachas mas com fitas, galões e tecidos,etc, é a mesma coisa, fico triste por ter de fazer 300km para comprar coisas tão elementares.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Luas de noz


A receita chamava-lhes gomos de laranja, mas como de laranja não têm vestígios, resolvi rebaptiza-las e assim nasceram as luas de noz.

Quando há uns anos fui passar a passagem de ano a casa da tia Lena na Madeira tinha à minha espera uma enorme de variedades de bolachinhas, cada uma mais deliciosa do que a outra, para além do sabor fantástico o que mais me surpreendeu foi o tamanho, eram todas muito pequeninas.

Na altura fiquei a saber que apresentar nos lanches o maior nº possível destas iguarias revelaria o quão prendada era a anfitriã, e pela quantidade apresentada naquele ano a tia Lena ganhou a parada. Eram tantas e tão boas.

Há dias mandei-lhe um email a pedir as receitas pois tenho intenção de me revelar uma dona de casa prendada, hehehe.

Esta tarde saíram do forno as primeiras.

Para quem estiver interessada aqui vai a receita: 250gr de manteiga, 250gr de farinha, 1 cálice vinho Madeira, miolo de noz e açúcar em pó.

Amassa-se muito bem a farinha com a manteiga, que deverá estar à temperatura ambiente , e junta-se-lhe o vinho.

Estende-se a massa com o rolo fazendo uma tira. Coloca-se o miolo de noz e cobre-se com a massa, isto num processo em tudo idêntico ao dos rissóis, corta-se com uma forma ou um copo formando assim pequenas meias luas recheadas com miolo de noz. Coze em forno a 180º cerca de 15m.

Depois de cozidas polvilham-se abundantemente com açúcar em pó.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Mimos


Não há sogra nenhuma que não anseie ter uma nora que goste de cozinhar eu não sou diferente.

Não me posso queixar, o meu " projecto de nora", isto para usar a terminologia da minha amiga L. N. quando se refere às namoradas dos filhos, é uma cozinheira fantástica, penso que o facto de ser Franco-Nipónica tem muito peso.


Nestas últimas semanas tem sido só mimos, começou por cozinhar boeuf bourguignon, estava delicioso, a carne super macia e muito bem temperado. Depois trouxe-nos bolachas de chá verde,
fantásticas. Seguiu-se uma aplfel crumble e hoje uns muffins de chocolate.

Além de boa cozinheira é linda e super simpática, obrigada M.
Que mais posso pedir....

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sabores do Algarve


São viciantes, quando os começo a comer é difícil parar.
Amêndoa moída, açúcar, canela e erva doce um recheio simples que transforma os figos num manjar dos deuses e, para quem gosta ( não é o meu caso), acompanhados por um belo medronho de Serra Algarvia então....o Éden fica próximo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Abóbora ou Frade????


Como o halloween ainda não é tradição por estas bandas, resta-me a propósito de abóboras tirar dúvidas.

Da 1ª vez que em Almada pedi uma fatia de frade, a Sra. da frutaria fez-me um olhar esquisito e eu não percebi porquê, tive de apontar para o dito para ela perceber, segundo ela o que eu queria mesmo, era uma fatia de abóbora vencida mas não convencida lá comprei a minha fatia de frade.

Nós algarvios fazemos distinção entre o frade e a abóbora que normalmente também é chamada de menina.

O frade é maior, tem a casca mais lisa e de cor alaranjada, a polpa é de um laranja intenso. A Abóbora tem a casca verde mais rugosa e mais rija e a polpa é amarela.
Qualquer deles é óptimo para sopas e para assar mas, para doce e mesmo para as sopas o frade como tem mais polpa é melhor, na minha opinião claro, e o sabor é diferente.

A abóbora menina cozinhada com casca é fantástica nas sopas de grão, feijão maduro etc.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Fui à horta



Mangericão, hortelã e cebolinho (que não está na foto) plantados por mim. Os pimentos da sogra e o louro do cunhado e só não trouxe couves porque ainda não comprei a máquina para a cortar em caldo verde.

Que pena não nos deixarem lá fazer uma casa para poder estar mais perto e cuidar melhor desta horta.

Cebola doce

Na Feira de Sta Iria é onde todos os anos compro as cebolas novas mais saborosas. Desta vez 3 réstias de tamanhos diferentes. Grandes para sopas, ratatouille,caldeiradas e afins, médias para saladas e pequenas para os assados.

domingo, 24 de outubro de 2010

Bolachas de funcho


Há sempre uma 1ª vez para tudo e hoje foi a vez das bolachas. Faço sempre biscoitos, SSS, Laços, ou torcidos, bolachas nunca tinha feito achava que dava muito mais trabalho mas, é quase a mesma coisa.




Redondinhas cortadas com um copo, e uma dúzia delas com forma de esquilo, ouriço, raposa, etc.,para experimentar as formas que há algum tempo comprei na IKEA.




A receita foi feita a "olho", farinha, açúcar, ovos, azeite, um pouco de leite, uma pitada de sal e funcho da horta da família apanhado esta tarde e cuja existência desconhecia.



À espera de irem para o forno.

sábado, 23 de outubro de 2010

Dióspiros


São deliciosos.
Em criança era a única fruta de que não gostava até me arrepiava quando via a minha avó deliciar-se com eles. Não me lembro de como comecei a gostar mas foi certamente com o V. que se "pela" por os comer. Hoje, sou fã mas têm que estar muito maduros e serem de preferência algarvios, são de facto os melhores.