
Cresci entre linhas e agulhas de croché, durante anos vi a minha avó fazer toalhas, colchas, naperons, botas de bebé, babetes, etc.,para lojas, as suas peças eram lindas e perfeitas. A minha mãe também fazia croché muitíssimo bem feito também ela fez imensas peças para o seu enxoval e para a casa, a última peça que fez foi uma toalha para a minha filha.
Eu tal como noutros trabalhos manuais em que elas eram peritas nunca quis aprender, acho que fui vítima das teorias dos anos 60 que achavam os Lavores uma arte demodê. Perdi uma fantástica oportunidade de aprender com quem dominava na perfeição estas artes, mas nada está perdido.
Andar de blog em blog tem este efeito contagiante, depois de ver em vários blogs mantas, almofadas feitos com estes quadrados de lã fiquei curiosa e decidi experimentar.
A última e única vez que agarrei numa agulha de croché tinha 10 anos, ou seja há 40 anos atrás, e foi uma tentativa falhada da minha mãe e avó me ensinarem a arte de fazer toalhas e naperons, nessa altura fiz um naperon de buraco e cheio em linha branca com uma barra bordeaux ( acho que ainda o tenho guardado, tenho de procurar para vos mostrar), a minha experiência com o croché ficou-se por essa tentativa até ontem.
Depois de ver alguns tutorias aqui na net e ter pedido umas dicas à minha sogra, agarrei nas lãs e na agulha e comecei a fazer. Curiosamente descobri que ainda me lembrava, e o ditado confirmou-se: " Quem sabe nunca esquece".
Agora ando a fazer quadrados de lã, ainda não sei o que irei fazer com eles mas não importa o que importa é que estou entretida.