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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Presentes deliciosos III





Este presente e este faziam-se acompanhar deste antiquíssimo e usado talego bem como destes fantásticos carrinhos de linhas de madeira.

O que terá sido transportado neste taleigo, que histórias contará?

Há tanto tempo que ansiava por encontrar carrinhos de linha de madeira. Os mais pequeninos são uma delícia.

Que presentes fantásticos Lena N. muito, muito obrigada estou super agradecida e feliz por os teres posto a salvo do lixo.

 


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Presentes Deliciosos III










Este presente e este faziam-se acompanhar deste antiquíssimo e usado talego bem como destes fantásticos carrinhos de linhas de madeira.O que terá sido transportado neste talego? que histórias contará?Há tanto tempo que ansiava por carrinhos de linha de madeira. Os mais pequeninos são uma delícia.Que presentes fantásticos Lena N. muito, muito obrigada. Estou super agradecida e feliz por os teres posto a salvo do lixo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Presentes Deliciosos II



Há algum tempo e a propósito deste post fui abordada pela proprietária do Museu de Artes e Ofícios de Grijó, um museu particular fruto do amor da sua proprietária por objectos antigos e pela sua determinação em preservar objectos de trabalho e da vida quotidiana de outros tempos.

Como afirma no livro do Museu " A valorização dos costumes e ofícios de outros tempos, passa por mantê-los vivos perante os olhos das novas gerações."



Como podem ver nesta página do livro, o Museu tem no seu acervo uma máquina eléctrica com agulha para apanhar malhas nas meias. Esta agulha é idêntica à minha . Nesta foto ainda tinha a ponta que por sinal se encontrava ligeiramente torta e que, numa tentativa de a endireitar o Sr.Ernesto ( colaborador na recuperação e manutenção das peças do museu) acabou por partir.

Na tentativa de encontrar uma nova agulha recorre à net e descobre no meu Blog uma agulha igual à que tinha sofrido o acidente. A esperança de voltar a ter a sua máquina a funcionar renasce. Contacta-me convencida que eu teria algumas pontas de agulha em stock.



Infelizmente o que herdei, foi exactamente e só o que tinha fotografado. Trocámos emails e nºs de telefone. Na 1ª conversa telefónica prometi à Fernanda que faria todos os possíveis para encontrar a agulha que ela tanto gostaria de restituir ao seu Museu.

Fiz vários telefonemas, enviei emails a amigos e conhecidos, coloquei um post no Facebook, pus a família na Madeira e em Inglaterra à procura e... como diz o ditado "Quem procura sempre encontra", consegui encontrar o que procurava, curiosamente estava mesmo ao meu lado.



Assim que a vi e a tive em meu poder contactei a Fernanda dando-lhe a novidade.
Curioso foi que durante meses quer a Fernanda quer eu procurámos a agulha sem sucesso e praticamente na mesma altura ambas descobrimos a dita.

A Fernanda consegue a ponta para a sua agulha e consegue que lhe ponham a máquina a funcionar em pleno. Na mesma altura foi-lhe oferecida a hipótese de comprar uma nova agulha contudo, a oferta não lhe agrada, por a ser mais recente e sem história. e acaba por não a comprar.

Assim que viu as fotos que lhe enviei ficou radiante pois era esta a agulha que tanto procurara.




Com cuidado embalei o pequeno tesouro e fi-lo chegar em condições ao destino.
Fiquei muito feliz por ter conseguido encontrar a agulha que a Fernanda tanto procurava.
Há peças que merecem ser preservadas e o local ideal, para esta agulha, é neste Museu



A agulha que procurámos tanto pode ser usada electricamente, acoplada à máquina que funciona por vacuum, como manualmente. Mas existem agulhas que só funcionam manualmente, um exemplo são estas da foto de cima. Uma agulha metálica, idêntica à da foto, também existe no acervo do Museu.
A proprietária destas peças é uma prima minha também ela preserva peças com história e tendo várias achou por bem disponibilizar ao Museu a peça que a sua proprietária procurava e, sabendo o quanto eu gosto destas preciosidades acabou por me oferecer estas duas fantásticas agulhas manuais.

Obrigada Guida, sou uma sortuda e estou muito feliz.



Uma história com final feliz numa semana em que recebi vários presentes.

domingo, 17 de abril de 2011

Linhas antigas o que escondem?


Quando comecei a arrumar as linhas que a minha amiga Lena me deu, alguns dos carrinhos estavam quase no fim, e percebi que ao contrário dos actuais ou dos antigos de madeira estas linhas estavam enroladas em papel, papel este com inscrições.

Fiquei cheia de curiosidade em descobrir o que escondiam estes pequenos papeis.



Resolvi desenrolar a linha de um destes carrinhos e descobri que estes guardavam a origem das mesmas. São uma preciosidade, consegui perceber que neste pequeno tesouro há um pouco do "velho continente". Aqui há linhas Suíças, Alemãs, Inglesas, Francesas e claro Portuguesas.


Com muito cuidado, passei estes carrinhos a ferro de forma a que ficassem direitos, ao fazê-lo ocorreu-me o que vou poder fazer com este tesouro, sobre isso darei notícias em breve.



O mais completo é este e congratulo-me por ser "nosso", de ser português.



Como poderão verificar estas linhas são bem antigas, comprova-se isso pelo português verifica-se que o acordo ortográfico que estamos prestes a abandonar ainda não tinha ocorrido.


Estes últimos carros são difíceis de fotografar pois o rótulo é de celofane e reflectem a luz.

Estou tão feliz por ter recebido este presente. Obrigada Lena.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tigelas


Sempre gostei de guardar algumas das peças que me viram crescer, estas tigelas são exemplo disso. Trouxe-as de casa das minhas avós, tias e mãe.
As maiores eram usadas para a marmelada as mais pequenas para beber o café.



Esta é a que gosto mais por ter tampa acho-a fora de vulgar, infelizmente está partida e colada com cola. Um destes dias mando-a restaurar.



Esta viajou várias vezes de casa da minha avó para a minha com marmelada coberta de papel vegetal rendilhado na borda.



Esta também era usada para a marmelada.



Em casa das minhas tias e da minha bisavó usavam-se estas para beber café. Eu adorava o cheiro do café acabado de fazer e pedinchava sempre para me deixarem beber uma taça. De vez em quando tinha sorte e lá tinha a minha tigela de café fresquinho, mas fraquinho, onde eu podia molhar a fatia de pão com manteiga deixando a flutuar bolhas de gordura.


terça-feira, 15 de junho de 2010

A Gata Borralheira


Esta é mais umas das relíquias que me tem acompanhado toda a vida.
Hoje Cinderela, para mim Gata Borralheira sempre.


Primeiro foi a minha mãe que ma contou ,depois li-a vezes sem conta e mais tarde li-a aos meus filhos.


Sempre que ouço uma qualquer referência a esta história a imagem que me vem logo à cabeça é o "rabiosque espetado" da mana feia e má do vestido cor de rosa.



Este vestido do Baile fez-me sonhar vezes sem conta.



Tinha de haver um gato vaidoso nesta história Linda....eu gosto de gatos.


E... foram Felizes para Sempre!
Tal como tenho sido até hoje, contudo dava-me muito jeito ter uma Fada Madrinha.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Na hora do chá



De quando em vez apetece-me fotografar algumas das relíquias que fazem parte da minha vida desde sempre . Hoje chegou a vez do serviço de chá da minha bisavó.

É lindo e delicado, não faço a menor ideia onde foi fabricado pois não tem marca, mas pouco interessa, passou de geração em geração e nele foram servidos muitos chás e à volta dele muitas conversas tiveram lugar.




É muito pequenino e sempre brinquei com ele sob supervisão da minha mãe, que também gostava muito dele. Acredito que também a minha bisavó terá supervisionado a minha avó e esta a minha mãe, pois nesta longa vida de mais de 100 anos apenas uma das asas está partida, embora colada.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Paliteiros


Hoje resolvi fotografar os meus paliteiros antigos. Todos vieram de casa dos meus avós. Acho-os muito bonitos elaborados com pormenores deliciosos e de uma criatividade fantástica.


Este é do Rafael Bordalo Pinheiro um ratinho delicioso, cuja cauda acompanha a base do paliteiro, roendo uma saca de farinha.


Também este é do mestre ceramista , se repararem bem está com um pouco de pó, só consigo limpá-lo com o uso de uma escova de dentes macia de forma a não degradar a peça. De quando em vez faço-o, devia tê-lo feito desta vez mas....



Este chinês acho-o fantástico, é em biscuit e muito, muito antigo aliás como todos os outros, a idade deles ao certo não sei mas seguramente têm todos mais de 100 anos.



O que se segue é porcelana, não sei a sua origem pois não tem marca .




Os palitos que estão neste paliteiro têm 29 anos foram comprados na minha Lua de Mel no Mosteiro do Lorvão. São feitos à mão, mantendo uma tradição começada pelas religiosas do Mosteiro. Nunca fui capaz de os usar porque na altura em que os comprei foi-me dito que já havia muito poucos artesãos a fazê-los.


terça-feira, 16 de março de 2010

Mantas de Minde


O inverno tem sido super rigoroso, muita chuva e muito frio, enquanto o sol não aquecer em força as casa continuarão frias e húmidas.
Há muito que nos habituámos aos edredons, as mantas foram relegadas para as velhas arcas das tias e das avós, situação que em muito contribuiu para o encerramento das nossas excelentes fábricas artesanais, onde estas eram confeccionadas em velhos teares com excelentes lãs e com padrões muito característicos. Um exemplo que ainda resiste graças empenhamento do Sr. Elias Raposo, segundo apurei, são as Mantas de Minde que aqui hoje mostro um exemplo.


Estou fora do ninho a 300km de casa a dar colinho à R., ontem à noite o serão foi preenchido a ver " The day after tomorrow ",não sei se por sugestão provocada pelo filme, que diga-se não achei nada de especial, se por estar mesmo muito frio, não consegui adormecer sem antes ir à arca buscar a manta de Minde que lá aguardava para me aquecer.



Tenho dois exemplares destas mantas, oferecidas por quem delas não gostava e não sabia o que lhes fazer. Provavelmente tê-las-ei salvo de morte certa.
Há muito que as aprecio, acho que podem ser utilizadas de todas as maneiras, como tapetes, como cortinas, como colchas, em ambientes rústicos ficam lindamente e claro como manta é essa a sua função e foi essa função que me proporcionou uma noite de sono bem aconchegada.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O meu Carnaval


Já que estamos a festejar o Carnaval resolvi ir ao baú e recuperar as fotos dos meus trajes de Carnaval de criança.
Os meu fatos eram costurados pela minha tia avó Cândida que foi a minha Ama e Educadora de Infância numa época em que não havia infantários. Foi esta minha tia que costurou todas as minhas roupas de criança, desde do berço até à sua morte tinha eu 9 anos.

Este 1º fato é um traje de montanheira algarvia, tinha colotes, saiote, a saia era vermelha com fitas de seda de várias cores e o lenço que ainda tenho, era azul escuro com flores vermelho e laranja, a camisa e avental de fundo branco com bolas em tons de laranja amarelo e vermelho. Tinha nesta foto 15 meses e umas bochechas enormes, por baixo da camisa uma blusa de malha pois o frio em Fevereiro aperta mesmo no Algarve.
No cesto as doces laranjas Algarvias.



Em 1965, com 4anos e meio foi a vez de me mascarar de Sopeira.

O vestido era de cetim preto com punhos de organza debruados a renda branca o avental e o acessório da cabeça (cujo nome desconheço) também era em organza debruado a renda branca. Na mão levava a salva de prata que tinha servido de suporte às alianças no dia de casamento dos meus pais, com um cartão de visita.

Nesta época as famílias endinheiradas tinham várias empregadas uma delas a mais "polida" quero dizer, a que melhor falava e tinha melhor figura fazia as vezes de mordomo. Quando tocavam à porta elas iam abrir e o visitante fazia-se anunciar através de um cartão que mencionava o seu nome e profissão/cargo. Esta era a farda dessas sopeiras/mordomos.

Foram pelo menos 3 as crianças que se mascararam com este fato em anos posteriores.


Em 1967 chegou a vez da Sevilhana, aqui com 6 anos e com a falta de um dente.

O vestido era azul com bolas brancas os acessórios, Xaile de seda azul com flores de várias cores bordadas , Castanholas,Pulseiras e Penetas foram trazidos de Espanha por uns amigos, só não tinha os sapatos de sevilhana pois não encontraram o meu nº.
O vestido era até aos pés e tinha uma cauda que eu adorei rodopiar.

Também este fato foi usado por várias crianças a última delas uma criança de Setúbal que nunca conheci ( filha de uma amiga de uma prima minha) cuja mãe não devolveu o vestido. Durante anos a minha mãe lamentou o sucedido.
Sinto imensa vaidade deste fato isto porque em 1967 era uma novidade, hoje é um dos mais comuns.

Bom Carnaval a todos os que por aqui passam. Divirtam-se!



O texto que se segue foi-me enviado do Brasil pela Teresa a fim de esclarecer algumas dúvidas que tinha. Obrigada Teresa.

As "sopeiras" de que fala eram as chamadas "criadas de fora", tinham melhor apresentação, muitas já sabiam ler e não trabalhavam na cozinha; a salva tinha o nome de "bilheteira" era onde se colocava o cartão de visita ou o correio, tinha três pézinhos que funcionavam como base de apoio nos móveis; quanto à bandollette, que normalmente tinha um folhinho igual ao avental e aos punhos, era chamada de "crista". O tal folhinho dizia-se "rouge".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A minha Jovévinha

Jovévinha é o nome que tenho dado a todas as bonecas que tenho feito e às que apliquei nas Tshirts de criança, isto porque era o nome da minha boneca.
Tenho dado voltas e mais voltas procurando pelos álbuns e baús à procura de uma foto parecida com esta mas onde se vê muito melhor a minha boneca.
Não me lembro porque motivo ela foi assim baptizada, na família próxima não há ninguém com este nome nem parecido, não sei se fui eu que a baptizei mas sei que das muitas bonecas que tive esta foi a que mais amei e me ficou na memória.

Era toda de plástico com o cabelo atado num carrapito, tinha um expressão suave e tranquila. A minha tia avó Cândida fazia-lhe os vestidos dos restos que sobejavam dos meus, e muitas vezes nos vestimos a condizer.

Há dias encontrei uma irmã da minha Jovévinha num dos blogs que leio, entrei em contacto e, fiquei a saber que a Rosa as vendia, tratei logo de comprar uma. Lembro-me bem deste modelo mas é um pouco mais recente do que a minha e não tão bonita, mas fiz questão de a comprar por me trazer recordações da minha infância.
Ainda tenho esperança de encontrar a foto onde ela mostra toda a sua beleza e quem sabe um dia, nalguma feira ou antiquário encontrar uma sua gémea.
Sei que brinquei muito com ela de tal forma que o nariz os pés cotovelos e carrapito abriram buraco , num dia trágico, no meio de outras brincadeiras esqueci-me dela, quando dei por sua falta os meus pais ainda a procuraram mas nunca mais a vi.
Tive e tenho pena de hoje não a ter comigo. Não sei se por causa disso, hoje guardo a maioria dos brinquedos dos meus filhos.