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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Observatório do Sobreiro e da Cortiça


Coruche é a capital Mundial da Cortiça, neste concelho são produzidas 5 milhões de rolhas de cortiça por dia sabia?
Não? eu idem.

Sabia que o Observatório do Sobreiro e da Cortiça é único a nível Mundial no estudo do sobreiro e da cortiça?
Não? eu idem


É agradável deparar-nos com obras e instituições destas, mas é desagradável bater com o nariz na porta num fim de semana em que a Vila promove os Sabores do Toiro Bravo.
Não tinha conhecimento da existência deste Observatório quando decidi passar o fim de semana na Vila de Coruche, mas assim que soube da sua existência e localização achei que seria interessante visitá-lo. Fomos até lá e batemos com o nariz na porta.
Não sei se é visitável mas quero acreditar que sim, uma obra desta envergadura e com este propósito deve ser visitável especialmente aos fins de semana quando toda uma Vila se movimenta para mostrar outros sabores aos visitantes.



O edifício com duas das fachadas cobertas integralmente de cortiça tem uma arquitectura fantástica que homenageia um dos produtos naturais mais nobres.

Fiquei com imensa pena de não ter visitado o seu interior e com mais pena fico ao verificar que na net não encontro qualquer site oficial deste Observatório apenas referência em imprensa local e num site criado para a 1ª feira da cortiça em Coruche a Ficor.

Deixo aqui um apelo aos responsáveis por este Observatório de forma a que sempre que esta Vila promova festas temáticas como foi a do último final de semana não deixe de abrir as portas deste Fantástico Edifício de forma a promover o trabalho que todos os envolvidos fazem para proteger o montado e valorizar este bem que é de todos Nós e muito Português.

Voltarei na esperança de o poder visitar.

Sabores do Toiro Bravo


O Hambúrguer mais curioso que comi até hoje.




No passado fim de semana a convite da família Carvalho, uns amigos do peito, fomos até Coruche provar sabores de Toiro Bravo, nunca tinha provado do bicho. Provei-o grelhado e servido na telha, com favas, enrolado em espargos selvagens e em hambúrguer.
De todas as maneiras estava fantástico mas foi o hambúrguer que mais me surpreendeu pela forma como foi apresentado.


Para além do Restaurante o Farnel, donde saiam iguarias várias confeccionadas com Toiro Bravo, o dono deste criou o Mac Bull com direito a Logótipo e tudo, sobre este opinamos logo e aconselhamos o seu autor a invertê-lo e assemelha-lo aos cornos do bicho, embora tenhamos percebido o objectivo, com é óbvio.



A forma com a qual a carne é moldada.



O pão com a mesma forma.




A carne a grelhar.


E....agora era só pegá-lo pelos....e saboreá-lo. Estava fantástico.

Parabéns ao seu criador.

terça-feira, 30 de março de 2010

Alcácer do Sal


Durante muitos anos as minhas viagens do Algarve para Lisboa e vice versa, tinham paragem obrigatória em Alcácer do Sal para comprar pinhoadas, e aproveitar a fantástica vista que esta cidade com o seu castelo a olhar o Sado nos oferece.
Depois com a chegada da autoestrada a cidade e o seu castelo ficou mais longe.



Desta vez, no regresso ao Algarve eu e a R. em vez de uma paragem numa qualquer área de serviço fria, cara e impessoal, resolvemos sair em Alcácer do Sal para lanchar e subir ao Castelo, foi lá que descobrimos a Pousada D. Afonso II.



É neste castelo com 5000 anos de história, que depois de deixar a sua vocação militar passou a acolher um Convento de Carmelitas Aracelli, se instalou mais umas das Pousadas Históricas de Portugal, cuja autoria de adaptação é do Arquitecto Diogo Lino de Pimentel.



Foi no Claustro que lanchámos, segundo a R., uma das melhores torradas que alguma vez comeu, claro, era verdadeiro pão alentejano acompanhado por um chá e café. A conta, podem acreditar, foi uma verdadeira surpresa tendo em conta a qualidade do que se consumiu e do serviço. Foi uma pechincha comparado com o que habitualmente se paga nessas áreas de serviço impessoais espalhadas autoestrada fora.



O sossego a decoração e a maravilhosa vista que se alcança das suas janelas, são um verdadeiro convite a uma estadia.


Também aqui a arte tem lugar.



Não sei a quem pertence autoria das esculturas, mas acho-as interessantes e posso dizer-lhes que se encontram no acesso à Piscina da Pousada.


Com esta paragem sentimos-nos em férias, por momentos esquecemos-nos que estávamos em trânsito de regresso a casa.



Apeteceu-me mesmo ficar por lá.



Um local extraordinário para descansar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sant'ana


Passeava eu pelas ruas da Ajuda enquanto a R. estava em aulas na Restart quando me vi frente a frente à mais antiga fábrica de azulejos portuguesa, a Fábrica de Cerâmica Artística Sant'Ana.




Há muitos anos tinha aqui estado quando o V. precisou de mandar fazer uns azulejos para aplicar num dos edifícios que ele projectou. Já não me lembrava nada do sítio, daí que tenha ficado surpreendida quando a reencontrei.




Sei que a azulejaria portuguesa há muito teve os seus dias áureos, contudo senti uma enorme tristeza ao ver este espaço, donde saíram e continuam a sair enormes obras de arte, neste estado de degradação.



A loja, onde não fui autorizada a fotografar, está em muito mau estado de conservação, a iluminação é fraca e muitos dos artigos estão expostos no chão falta-lhe expositores que valorizem as peças produzidas na fábrica.



Como podem ver pelas fotos as paredes precisam de conservação e as ervas precisavam de ser arrancadas para dar a este espaço a dignidade que ele merece.



Todos estes painéis que servem de mostruário irão desaparecer se não for feita uma rápida intervenção a este espaço.




Muitos são os turistas que visitam Lisboa e se deslumbram com a nossa azulejaria, acredito que ficariam fascinados se visitassem a fábrica onde eles foram e são fabricados. A fábrica tem um site na net que lhe serve de promoção mas quem a for visitar ficará desiludido ao verificar in loco as condições da mesma.
Penso que todo este espaço merecia ser repensado e revalorizado e até servir de espaço museológico a fim de perpetuar esta tão nobre arte.



Se não for feita a reabilitação deste espaço temo que os imensos painéis que aqui se encontram acabem como este monte de entulho, e se percam as matrizes de muitos dos azulejos que aqui se fabricaram ao longo de quase 300 anos.



Este dois últimos painéis têm exemplos de azulejos que me trazem imensas lembranças. Uns porque estavam em cozinhas que frequentei na infância outros porque servem de lambri da entrada exterior de uma das mais bonitas casas da cidade de Faro e felizmente muito bem preservados pelos seu proprietários por sinal grandes amigos nossos.

O azulejo das sardinhas na grelha acho-o fabuloso.


Estes com motivos infantis e circenses são deliciosos não acham?


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A vendedeira


Embora não seja novidade este tipo de escultura continua a agradar-me.

Esta é uma homenagem que a cidade de Loulé faz às vendedeiras da Serra Algarvia.
Na cesta pode ver-se batata doce e na caixa as doces laranjas algarvias.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sintra e Saudade



Numa tarde muito cinzenta e chuvosa voltámos a um dos locais mais idílicos deste país à beira mar plantado.
É sempre com imenso prazer que voltamos a Sintra, se não fossem os 350km que nos separam muitas mais vezes a visitaríamos.



E nem pensar em perder a visita à Piriquita,para comer os travesseiros e as célebres queijadas.


Só que desta vez, aguçada a curiosidade por muitos dos blogs que leio, fiz questão de ir lanchar à Saudade, chegámos 10minutos atrasados, os famosos scones da Mary, mais conhecida pelo seu blog a Saloia, já tinham acabado.


Atendidos pelo super simpático Luís, fui aconselhada a experimentar o pão de noz com passas que barrei com manteiga e doce de figo acompanhando com um delicioso sumo de abacaxi. Adorei!



Aqui voltei a encontrar o mosaico hidráulico igual ao que durante tantos anos pisei na casa dos meus pais.


Também se pode adquirir chás, compotas, peças de artesanato, etc.
Por lá também se encontram peças de Rafael Bordalo Pinheiro, uma contribuição importante deste casal de jovens para dar a conhecer um dos maiores se não o Maior ceramista português de todos os tempos.


A R., tirou fotos e explorou todos os recantos, é um espaço muito bem recuperado que pertenceu a uma antiga fábrica de queijadas e onde se respira Vida e Arte do Povo Português.

Aqui voltarei.