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( Arnhem) |
(Bruxelas)
Vão buscar uma bebida fresca, sentem-se confortavelmente e preparem-se para uma "estopada". Como sabem, o poder de síntese não é meu apanágio.

Quem ficar curioso e quiser ver as outras, apareça.

Viajar é óptimo e apetece-me partir novamente...

Foram 7000Km , 7 países, várias cidades e aldeias, e também algumas peripécias.

Gostamos de viajar de carro.
Poder parar onde e quando nos apetece, sem horários e compromissos, é fantástico.
É bom descobrir o que está para lá dos roteiros turísticos, sentir os cheiros , provar as diferentes iguarias e ver como vivem as gentes.

Esta e outras viagens que temos feito, têm servido para constatar que não estamos tão atrasados como apregoamos. Não somos tão diferentes, nem estamos pior que os restantes países europeus.

Penso que se refilássemos menos, trabalhássemos mais e tivéssemos mais organização, atingiríamos o patamar dos maiores.

Entre exemplos fantásticos de organização, arquitectura, urbanismo, de saber receber e saber cuidar, também vi lixo no chão, prédios sujos, ruínas, WC's mal cheirosos, problemas de urbanismo, má arquitectura, carros mal estacionados, engarrafamentos de trânsito, etc.
É provável que volte ao tema "Viagem verão 2009", quem sabe.
Vamos viajar!

A 1ª paragem foi em Burgos, para pernoitar e descansar depois de mais de 700km de estrada.
O Hotel " Maison del Cid", mesmo defronte da Catedral, serviu-nos mais uma vez de tecto. É muito simpático e fica estrategicamente colocado no centro histórico da cidade. A morcela fez sempre parte da ementa quando por cá passamos.

A 2ª paragem foi na cidade da Luz. Aqui o hotel tem várias estrelas, estacionamento privado, transfer até ao metro, refeições preparadas com muito amor e carinho especialmente para nós, um jardim fantástico numa zona super tranquila e tudo isto na companhia da Jacqueline e do Michael.
Estava muito calor, mas isso não nos impediu de revisitar a Ópera, a Madeleine, a Place Vandôme e lanchar no Louvre. Aqui experimentámos as novas casas de banho, onde por 1€ temos direito a usar a sanita devidamente desinfectada por um funcionário vestido a rigor (todo de preto) artilhado de luvas e desinfectante . Na ante-câmara das ditas, enquanto aguardamos a nossa vez, podemos encher-nos de orgulho quando constatamos que o Pantone, formado por rolos de papel higiénico, é da nossa lusa RENOVA.

Aqui também podemos encontrar uma parafernália de artigos de design para decorar esta tão nobre divisão das nossas casas tantas vezes descurada: papel higiénico de todas as cores e com os mais diversos motivos.
Depois de aliviados, fomos olhar o Sena, os Campos Elísios e visitar o Petit Palais.

Para terminar a curta viagem pela cidade Luz terminámos o dia nas Galerias Lafayette.

Bruges é uma cidade onde não há espaço para dietas. O cheiro a chocolate paira no ar, as chocolaterias preseguem-nos, as célebres batatas fritas belgas e a cerveja estão em todas as esquinas. Resisti a estas últimas, mas às trufas não consegui.
Enquanto as flores acompanham os canais, as lojas de artigos de madeira pintados à mão e as caixas de música transportam-nos à infância.

Os dourados dos edifícios da praça central quase que nos encandeiam e tudo isto faz de Bruges uma cidade cheia de charme.

Não estava no roteiro inicial, mas como estava ali tão perto resolvemos e dar uma olhadela ao Mar do Norte. Estava muito vento e ameaçava chuva.


Seguindo a recomendação da Mena B. visitámos Gant, uma agradável surpresa. Gant é uma cidade com um núcleo histórico enorme e com a maior área pedonal da Europa. Edifícios imponentes, um castelo saído de um conto de fadas, casas cheias de história, canais, flores, lojas fantásticas, museus e esplanadas completam um quadro que mostra a Flandres em todo o seu esplendor.

Bruxelas também foi uma agradável surpresa, uma cidade onde a arquitectura é fantástica e numa escala surpreendente. Os locais são afáveis e sabem receber, fazem questão de mostrar que sabem onde fica Portugal e conhecem algumas palavras na nossa língua.
Não basta ver o Atomium em fotos, é necessário estar lá para perceber a escala... É enorme e lindo.

O Palácio da Justiça Belga é o maior edifício da Europa,ainda maior que a Basílica de S. Pedro em Roma , é um edifício fantástico do estilo revivalista neoclássico. Não admira que o arquitecto que o concebeu tenha morrido louco antes de ver concluída a sua obra.

Não é o único edifício imponente da cidade, aliás, eles estão por todo o lado. Com as riquezas trazidas do Congo, o rei Leopoldo II mandou construir uma cidade imensa de edifícios megalómanos.
Aqui visitei o novíssimo Museu Magritte, aberto há menos de um mês onde podemos ver uma grande parte da obra desconhecida deste pintor, muito famoso pelos seus homens de chapéu de coco e chapéus de chuva.
Um museu muito bem concebido onde arte e multimédia conjugam-se na perfeição.
"Será que aquilo era um Museu?"
Foi Também em Bruxelas que pude ver pela 1ª vez prostitutas em montras, como no " Red Light" de Amesterdão.

A famosa Praça de Bruxelas é muito bonita mas está a precisar de um restauro urgente. Alguns dos edifícios já estão limpos mas a maioria está negra e os dourados apagados. Contudo, a Torre e o seu cata-vento de 5m de altura são majestosos.
Estar em Bruxelas e não comer mexilhões é um crime... Estavam excelentes e foram abertos ao natural com talos de aipo, o que lhes conferia um toque exótico.

O Manneken Pis mereceu duas visitas, isto porque um dos dias em que uma das corporações o veste coincidiu com a nossa estadia. Assim, pude vê-lo "demplão" e todo vestidinho de fato e gravata, mais uma fatiota para encher o seu museu que já conta com mais de 600 fatos.
Claro aqui também não resisti a comer um Waffle coberto de morangos e chocolate, ups!!
A Casa Museu Horta tinha que ser visitada ou não fosse eu uma fã da Arte Nova. Gostei, mas prefiro as do Gáudi, em especial a casa Batló e o Palácio Guell ( não confundir com o parque do mesmo nome, são coisas muito diferentes).
Para quem pensa visitar a cidade aconselho o restaurante panorâmico do Museu da Música, que fica num edifício Arte Nova. Serve bem, não é caro e pode ver-se toda a cidade de Bruxelas.

Para quem estuda ou gosta de arquitectura, em especial Arte Déco e Arte Nova, não esquecer a Gare Central de Bruxelas (outra criação de Horta), mas façam-no pela entrada que faz a ligação da Praça Central à Gare, é uma zona quase desconhecida dos turistas mas que mostra bem a contemporaneidade deste edifício.

Antuérpia é uma cidade com duas zonas bem distintas, foi esta a sensação que tivemos. Tem centro histórico muito bonito com lojas fantásticas, em especial uma livraria cujo edifício tinha sido uma igreja e que no 1º andar tinha uma imensa colecção de vinis.

Claro está que não resistimos a comprar alguns ao T.. Na outra zona de Antuérpia desenvolve-se o negócio dos diamantes.

A Estação Central, onde foi filmado um dos emails mais giros que recebi até hoje, é lindíssima e nesta zona as ourivesarias alternam com os bares de comida rápida.
Visitámos o Museu do diamante onde pudemos ver joalharia contemporânea muito interessante. Ainda me insinuei junto das ourivesarias mas não tive sorte...

(museu marítimo de Antuérpia )

Uma imagem que esperava ter visto mais vezes: os típicos moinhos holandeses. Vi muito poucos, contudo vi imensos aerogeradores.
Verde, água e flores é para mim o Paraíso. A Holanda tem tudo isso, embora esta não seja a época das tulipas. Um dia voltarei só para as apreciar.

Ver barcos à vela no meio dos canais convivendo com as vacas que pastam nos prados sem fim, é uma paisagem à qual definitivamente não estou habituada. É lindo! As casas com telhados quase até ao chão são fantásticas.
Estranho, e bem diferente, é ver barcos e aviões a passarem por cima de nós na autoestrada. Isto acontece nos arredores de Amesterdão.

(Roterdão)
Uma cidade portuária onde a arquitectura contemporânea está em força.

Haarlem, acolheu-nos na nossa estadia na Holanda. Sem esperar, fomos apanhados pela Gay parade de Amesterdão, os hotéis estavam esgotados e ainda fomos a Alkmaar mas também aqui os hotéis estavam esgotados. Por falta de opção e com alguma sorte, dirigi- mo-nos a Haarlem e ficámos no último quarto disponível do hotel.
Alkmaar é uma cidade pequenina mas cheia de canais lindíssimos e óptimos para descansar.
Haarlem é uma cidade satélite que fica a pouquíssimos quilómetros de Amesterdão (não sei se estou a ser injusta mas foi o que me pareceu) e que apresenta um e interessante núcleo histórico.

Que dizer de Amesterdão sem estar "a chover no molhado"?
É uma cidade lindíssima onde as casas se debruçam sobre os canais, as bicicletas são aos milhares e as gentes não têm complexos. Enfim, é uma cidade eternamente jovem e onde tudo é possível.
A nossa entrada em Amesterdão foi memorável. Bem fomos avisados que Amesterdão e carros não liga, mas se em Veneza ficámos com o carro no parque do hotel e o quarto tinha vista para o Grande Canal, não era agora que íamos de transporte público. Ainda por cima armados da invencível máquina que é o GPS... Assim foi, programámos o dito com a morada de um hotel e lá fomos nós.
Esta cidade é movimentada e tem montanhas de gente nas ruas!
Olha que giro entrámos p'lo bairro gay!
Olha os canais estão cheios de barcos com malta!
Eina pá, não se vê a água do canal e é só barcos cheios de malta vestidos de côr-de-rosa, cheios de plumas e de roupas coloridas...
Ups! E agora onde está a estrada? Onde está o canal? Isto é um mar de gente...

"Hei you ! this is the wrong way!"
Bem! Vais em contra mão! Fantástico!! E agora?
Marcha à ré no meio da multidão.
Filma! Filma! (dizia o V.)
De repente vemos um fulano de máquina em riste a andar na nossa direcção apontando para a matrícula do carro e a perguntar : "São portugueses de verdade? São portugueses de verdade? Posso fotografar?"
Em suma, para trás era difícil. As ruas eram super-estreitas e estavam cheias de gente. Não nos restou outra alternativa senão atravessar uma das pontes que corta o canal onde decorria a Gay Parade.
Claro que fomos alvo de chacota por estarmos de carro e ainda por cima de GPS. A nossa sorte foi um dos intervenientes da festa que, armado de apito, resolveu soltar o fôlego e colocar-se à frente do carro apitando e afastando o pessoal. Não impediu que ainda tenhamos feito uns metros com o carro cheio de malta deitada e sentada em cima do capôt.
Uma aventura! Tivemos direito a autocolantes no carro e passageiros a bordo, mas tudo muito bem disposto e nada de violência ou insultos. Assim que conseguimos ver um palmo de rua fugimos a sete pés.

Não pensem que o incidente nos afastou de voltar a visitar a cidade de carro, nada disso! No dia seguinte lá estávamos novamente de carro. Desta vez estacionámos a máquina num dos parques subterrâneos e, coincidência das coincidências, a saída para o exterior dava mesmo para o palco da festa Gay. Lá estávamos nós novamente no meio da festa.
Foi fixe e divertido. Grande vivência!
Bem para além das ruas e canais, visitámos o Museu Van Gogh. Aqui peço desculpa aos puristas, mas não gostei. Esperava mais e melhores obras do artista. Sei que tive a sorte de ter visto a maior exposição de Van Gogh jamais realizada, da última vez que tive em Madrid, e daí que tenha achado fraco o espólio do Museu. Valeu pela exposição temporária que lá estava.

Quando estamos de carro, sem compromissos marcados e horários a cumprir, podemos alterar o trajecto pré-destinado. Assim foi, ao olhar o mapa da Holanda vimos que no norte do país havia um dique enorme que liga Wieringen a Waddenzee, com uma extensão de 32Km e 90m de largura .
Afsluitdijk traduz-se como "dique de fecho" e fecha o Ijsselmeer separando-o do mar de Wadden.

(Colónia)

Colónia foi escolhida pela sua Catedral. Entrámos na cidade atravessando o Reno e tivemos uma vista panorâmica da cidade. À direita o centro histórico à esquerda arquitectura contemporânea.
Colónia é uma cidade em ebulição, nas ruas os turistas e os residentes cruzam-se numa grande correria. Decorriam manifestações, mas como não domino a língua alemã, ficámos sem saber o que reivindicavam.
A Catedral é imponente, mas a poluição transformou-a num monstro negro.
Chegar ao hotel de carro foi mais complicado que andar em Amesterdão. As obras proliferam como cogumelos e como o parque para o carro ficava longe, anulámos a reserva e saímos rumo ao Luxemburgo.
Numa paragem para abastecer o carro de gasóleo e tomar um café, surpreendi o V. ao pedir um copo de água num perfeito alemão. A proeza valeu-me um: "Com esta já me lixaste!", afinal ainda não esqueci tudo o que há 30 anos a escola me deu.

Aqui sim a surpresa foi total, sempre que se fala deste país é para referir que os portugueses são quase tantos como os naturais. Nunca se ouvem referências a um país lindo cuja capital deslumbra quem por lá passa.
Chamaram-lhe a Gibraltar do Norte. A parte antiga da cidade do Luxemburgo tem um vale profundo com uma vegetação exuberante, os jardins são cuidados e desenhados com flores de cores fortes.
A Catedral, cujos pináculos podíamos observar do quarto do Hotel, a Praça Central onde ainda se fazem mercados, o Palácio do Grão Ducado, a sede do Banco do Luxemburgo a Estação Central e muitos, muitos outros edifícios antigos e bem conservados, documentam que esta foi e é uma cidade rica e com história.

Contudo Luxemburgo não parou no tempo e é uma das cidades sede da União Europeia. Tem uma zona onde se instalaram os edifícios de diversos organismos europeus, bancos, centros culturais e desportivos, zonas habitacionais e comerciais onde o urbanismo e a arquitectura são modelos e deveriam ser visitados pelos estudantes destes cursos.

Aqui, os melhores arquitectos do mundo usaram e abusaram das novas tecnologias para fazer crescer uma cidade modelo onde tudo está no sítio certo, da forma correcta e onde os artistas plásticos tiveram espaço para fazerem brilhar as suas obras.

(Estrasburgo)
Já havíamos visitado Bruxelas, Luxemburgo e só faltava mesmo Estrasburgo.
Concluímos que os nossos Eurodeputados, e todo o staff que trabalha nas Comissões e variadíssimos orgãos da União Europeia, têm uma sorte fantástica pois trabalham em cidades lindíssimas.
Aqui, comprei uma fatia de queijo formidável que pesava 1 Kg, imaginem o tamanho do dito. Comprei amoras e livros de design para presentear a R. e ainda tive a oportunidade de ver um barco transpondo uma eclusa.

Também aqui o centro histórico é magnifico, as casas com as estrutura de madeira à vista fizeram as minhas delícias.

Quando tracei o percurso desta viagem decidi que visitaria Friburgo, pois em tempos tinha lido qualquer coisa a seu respeito e tinha ficado com curiosidade. Olhei à pressa para o mapa e localizei-a no sul da Alemanha, óptimo! Como queria ir espreitar os lagos Suíços, Fiburgo ficava de caminho.
À medida que nos aproximamos do destino é que vamos escolhendo as estradas e os sítios por onde queremos passar. Normalmente é na noite anterior à partida que olhamos o mapa. Desta vez ficámos um pouco baralhados, em primeiro lugar porque havia dois Freibourg: um na Alemanha e outro na Suíça. E agora, qual deles era? Não tínhamos net no hotel pois estávamos no 5º piso e o sinal não chegava. O cabo fornecido na recepção não funcionava, já estávamos em traje de noite não nos apetecia voltar a vestir e descer para pesquisar. A solução foi ligar para casa e pedir uma consulta rápida aos moços.
A R. pesquisou e disse-nos: "É na Suíça." A Suíça é linda de uma ponta à outra e Friburgo é o Toledo da Suíça, curiosa esta comparação feita pela R.
Estava decidido, só faltava escolher a fronteira por onde entrar.
Basel era a melhor opção. Nunca tinha ouvido referências a Basel, como se pronunciava isto em inglês, alemão ou francês. A dúvida persistiu demasiado tempo até que se fez luz nestas cabecinhas e descobrimos que afinal tratava-se de Basileia.
Na fronteira não tivemos qualquer tipo de controlo no que respeita a documentação. Bastou pagar €30 para recebermos o selo que nos permitia andar nas autoestradas Suíças e constatar que a criação do Euro é uma grande mais-valia pois recebemos de troco 2 francos suíços.
Pela 1ª e única vez estávamos com uma moeda diferente e percebemos que tínhamos que ir ao banco se quiséssemos comprar alguma coisa.
Afinal não foi bem assim. Os Suíços aceitam Euros e acabámos por levantar francos somente para pagar o comboio turístico.

Friburgo é uma cidade fantástica. As casas estão penduradas nas escarpas e os desníveis da cidade são enormes.

Aqui nada é plano e as pernas agradeceram a opção de visitar a cidade em comboio turístico.
Nas fachadas dos bares e restaurantes podemos observar os famosos letreiros trabalhados em ferro rendilhado, alguns apresentavam uma folha de ouro e quase pareciam brasões. São lindos.

Os lagos Suíços são fantásticos o primeiro que vimos era pequenino comparado com o imenso lago que é Le Mans. Contudo, foi o que mais gostei. Era um paraíso, as encostas das montanhas que o rodeavam estavam cheias de casas lindíssimas com telhados que chegavam quase até ao chão e flores a contornar as janelas. O verde da vegetação era interrompido pelas manchas brancas das vacas e ovelhas cujo som dos chocalhos nos transportava ao Éden.
No centro do lago, que estava cheio de pequenos barco à vela, uma ilhota com uma igrejinha e pequenas casas formavam a cereja no topo do bolo.
Adorei.
Almoçámos nas margens do "brutal" Lago Le Mans e foi aqui que fotografei a escultura mais original que vi até hoje.
Não faço a mais pequena ideia do que o artista queria transmitir ao colocar um gigantesco garfo na margem deste lago mas é enorme e muito engraçado.

A autoestrada que nos levava à fronteira com França passava por Lausanne e Genéve e, claro está, que não resistimos a entrar e dar uma espreitadela.
A foto de cima é em Lausanne e mostra-nos uma instalação de canteiros de flores num parque de estacionamento. Sem dúvida muito mais interessantes do que as máquinas.

Entra-se em Genéve e percebe-se onde está o dinheiro dos magnatas do Mundo. Foi aqui que vi as maiores "bombas", mas também foi aqui que estivemos mais tempo presos no trânsito, daí termos fugido rapidamente da confusão e ter optado por observar a cidade de cima.
De teleférico subimos acima dos 1000m e aí, sem filas de trânsito e numa calma imensa, observámos a cidade, o Lago Le Mans e os arredores.

Depois de termos pernoitado em Valance, no meio dos Alpes franceses, fizemos-nos à estrada rumo a Barcelona. Parámos em Orange, uma cidade que numa outra viagem já nos tinha acolhido. Aqui o cheiro da alfazema e dos sabões da Provença sente-se no ar e o trinar das cigarras faz-se ouvir.
Para quem gosta da Civilização Romana, tem aqui oportunidade de ver um magnífico teatro romano.

Depois de duas semanas de viagem com um tempo fantástico e quente, onde a chuva raramente se manifestou, a chegada a Barcelona prometia. Nada a que não estejamos já habituados. Cada vez que andamos por estas paragens o S. Pedro oferece-nos uma valente borrasca.

Barcelona é uma cidade FANTÁSTICA, podemos lá ir todos os dias que ela tem sempre algo que nos surpreende. Aqui os autarcas não limitam a criatividade dos arquitectos e desde as fantásticas criações do genial Gaudi que a cidade não pára de crescer e de nos mostrar bons exemplos de arquitectura.
É sempre bom voltar e voltarei sempre que puder, tenho a certeza que esta cidade não me cansa.
( Valência)
Para terminar o nosso périplo, demos um salto a Valência para ver, in loco, as criações do Calatrava na Cidade das Artes e das Ciências.
Aqui a desilusão tomou conta de nós.
Os edifícios têm formas inusitadas transpondo-nos ao fundo dos mares. Na sua maioria são edifícios bonitos e de complexa composição, contudo, apesar de não estarem todos concluídos, já se nota alguma degradação. No branco dos alçados já se vêm vestígios de fungos provocados pelo escorrimento das águas pluviais e será muito difícil mantê-los em condições.
Para além disso, acho que lhes falta espaço para respirarem e convivem paredes meias com bairros degradados.

Sou capaz de estar a ser injusta, mas tenho visto fotos fantásticas da zona e esperava bastante mais, esperava encontrar uma zona ultra-moderna. No entanto, penso que este é um projecto que está a ser concretizado e que levará ainda algum tempo para estar concluído. Apesar de tudo, merecerá com certeza uma visita mais atenta.
Depois de sair-mos de Valencia rumámos a casa, mas ainda tivemos força para ir beber uns copos a Pedras de EL' Rei e ouvir o nosso amigo Domingos e a sua banda de bares.
Foi BOM!
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